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Salvador ganha microfloresta com 3,6 mil árvores em área de 5 mil m² na Avenida ACM

Foto: Otávio Santos / Secom PMS

Texto: Priscila Machado / Secom PMS

Salvador ganhou uma microfloresta especial nesta segunda-feira (21), data em que se celebra o Dia da Árvore. A vegetação foi plantada em uma área de 5 mil metros quadrados, situada entre os viadutos José Linhares e Raul Seixas, no canteiro central da Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM), uma das áreas de maior fluxo de veículos da cidade. Com mudas de diferentes espécies, a exemplo de pau-brasil, pau-ferro, ipês e árvores frutíferas, o núcleo florestal urbano trará diversos benefícios, principalmente a melhoria do microclima e a contribuição para o escoamento da água da chuva.

“É importante demais, no Dia da Árvore, fazer essa grande entrega em um centro comercial importante. Aqui há um grande fluxo de carros, é uma área cheia de viadutos. O local onde implantamos a microfloresta era impermeável. Modificamos cinco mil metros quadrados de área impermeável, retirando o concreto e o asfalto e transformando em área permeável. Hoje estamos finalizando esse plantio, que trará muitos benefícios para a região, a exemplo do sombreamento, da redução da temperatura e de melhorias para a qualidade do ar e do microclima, da atração da fauna, além da ajuda no escoamento da água, evitando os alagamentos”, ressaltou Ivan Euler, titular da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), pasta responsável pela iniciativa.

Ao todo, foram plantadas 3.610 mudas de árvores de 24 espécies, a exemplo de pata-de-vaca, aroeira-pimenteira, sibipiruna, ingá, quaresmeira, manacá-da-serra, jacarandá, ipê-branco, acácia, pau-ferro, aldrago, canafístula, ipê-rosa, ipê-roxo, oiti, pau-brasil, ipê-amarelo, orelha-de-elefante e guaimbê. O plantio também incluiu árvores frutíferas, a exemplo do cajueiro, jabuticabeira e araçazeiro.

“No futuro, será uma floresta imensa e a população vai pensar: ‘Que área linda e magnífica, uma floresta no meio desses viadutos’. Então, eu estou muito feliz por estar aqui hoje, plantando essas árvores. Entre as espécies, estamos plantando pau-brasil, que é uma árvore-símbolo, além das frutíferas”, complementou Ivan Euler.

Professora de Pilates e moradora do Itaigara, Ieda Dias fez questão de participar da ação. “Acho que todo mundo deveria contribuir de alguma forma, independentemente do dia celebrativo. A pessoa pode, de repente, comprar uma muda e levar para plantar em uma praça. Precisamos pensar nas árvores, pois sem elas nós não respiramos. Temos realmente que fazer uma reverência todo santo dia às árvores. Além de todos os outros benefícios, vem a beleza, porque ter uma cidade arborizada e florida é bem diferente de uma cidade apenas com cimento e arranha-céu. Onde há árvore, há vida. Os pássaros, as abelhas e as borboletas vêm, cada um com a sua contribuição. Então, a cidade deve acordar e saber que pode se envolver”, alertou ela, que também participou do plantio de quase 100 mudas realizado recentemente no canteiro central da Avenida Mário Leal Ferreira.

Iluminação – Para contribuir com a iluminação do local, a Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) implantará postes e luminárias na área. “Nós também contribuímos muito com a diminuição da emissão dos gases, com a troca das luminárias, pois hoje Salvador possui tecnologia 100% LED. Somos referência no Brasil, sendo a primeira capital 100% LED, diminuindo muito os resíduos das antigas lâmpadas de mercúrio. O LED é uma tecnologia mais sustentável”, acrescentou o diretor de Iluminação Pública, Ângelo Magalhães.

Para Adriano Silveira, diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), órgão vinculado à Secis e responsável por prevenir e reduzir riscos de desastres na capital baiana, a iniciativa se caracteriza como um trabalho importante para o ecossistema da cidade.

“Estamos passando agora pelos efeitos do El Niño, entre eles o aquecimento global, principalmente no sul do país, com chuvas mais fortes, volumes pluviométricos maiores. Aqui no Nordeste, temos como principal efeito a seca. Esse esforço desenvolvido pela Secis integra um plano de contingência de altas temperaturas para que consigamos manter uma cidade muito mais arborizada e com muito mais qualidade de vida para o soteropolitano. Então, é uma iniciativa que faz todo o sentido, principalmente no que diz respeito à manutenção do meio ambiente, das áreas verdes da nossa cidade e das microflorestas. É um trabalho que vem sendo muito bem desenvolvido pelo secretário e por toda a equipe da Secis.”

Outras ações – Em junho deste ano, Salvador ganhou a primeira microfloresta da cidade, entre as avenidas Gal Costa e Jayme Figura, com 1.063 mudas de árvores nativas em uma área de aproximadamente mil metros quadrados. Essa primeira iniciativa foi desenvolvida por meio de uma parceria entre a Secis e a cervejaria Heineken, como parte do Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (PMAMC) do poder público municipal e da plataforma Green Your City, desenvolvida pela Heineken para promover soluções sustentáveis em centros urbanos do país.

Salvador foi a sétima capital brasileira a receber uma microfloresta do projeto e a primeira contemplada em 2026. Foram plantadas, aproximadamente, 40 espécies da Mata Atlântica no local, a exemplo de jequitibá, jatobá, pau-brasil, jacarandá-da-bahia, ipê, ingá, angico, canafístula, araçá, pitanga, jabuticaba e grumixama, que já embelezam o canteiro central da avenida e, em breve, trarão outros benefícios para a região.

Segundo viveiro de restinga de Salvador é entregue no Jardim de Alah e recebe 515 mudas da Praia do Flamengo

Foto: Otávio Santos / Secom PMS

Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Camila Vieira / Secom PMS

O segundo viveiro de restinga de Salvador foi entregue nesta sexta-feira (18) no Jardim de Alah e recebeu 515 mudas produzidas no primeiro viveiro de restinga do município, localizado na Praia do Flamengo. O espaço mais antigo será responsável por abastecer o novo viveiro, onde as espécies passarão por um período de adaptação antes de futuros plantios na Orla Atlântica da capital baiana. O processo, conhecido como rustificação, prepara as plantas para condições mais adversas do ambiente litorâneo, como a alta salinidade e a incidência de ventos.

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), o novo viveiro integra as ações de recomposição da vegetação de restinga e recuperação ambiental da orla da cidade.

Durante a inauguração, a vice-prefeita Ana Paula Matos enfatizou a importância da adaptação das espécies antes do plantio definitivo. “Estamos cuidando da cidade como um todo, fazendo os corredores verdes, mas, em especial, os viveiros de restinga surgem a partir de um cuidado de salvaguarda da revitalização da orla de Salvador. Aqui onde estamos há um cuidado maior, porque o índice de salinidade é alto. Primeiro, essas plantas vão se adaptar ao local por seis meses, para depois serem plantadas em outras regiões”, disse Ana Paula.

A gestora também pediu a colaboração da população para preservar as áreas arborizadas. “Eu aproveito para pedir às pessoas que cuidem, que nos ajudem. Muitas pessoas têm vandalizado, têm quebrado as árvores. É importante para o nosso povo ter uma cidade mais arborizada, não só pela beleza, mas também para diminuir o calor. Então, esse tipo de projeto é importante para a resiliência da cidade”, afirmou a vice-prefeita.

De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, o novo viveiro de restinga tem como função preparar as mudas para as condições encontradas na faixa litorânea. “Esse viveiro tem tamanho e características diferentes. A ideia é fazer a rustificação aqui. As mudas que não estão sendo criadas através de sementes ou propágulos no outro viveiro serão trazidas para um ambiente mais natural e mais agressivo, pela salinidade. Após um período de alguns meses, se adaptando e crescendo, a gente vai colocar as mudas em toda a orla”, explicou o secretário.

Inicialmente, foram trazidas 515 mudas de quatro espécies. “A expectativa é que elas passem seis meses aqui. É um projeto-piloto. Podem ocorrer algumas perdas, é normal; e depois desse período vamos entender se já podemos levá-las para a orla e começar a arborizar”, acrescentou Euler.

O acompanhamento das mudas será feito pela equipe que atua no viveiro de restinga da Praia do Flamengo, com visitas ao novo espaço ao longo da semana.

O secretário também adiantou que a Prefeitura projeta, para 2027, a implantação de um novo horto florestal voltado à produção de espécies destinadas às áreas interiores da cidade. A primeira unidade está prevista para o Parque Socioambiental de Canabrava, com foco na produção de mudas de espécies da Mata Atlântica.

Segundo o presidente da Desal, Francisco Torreão, a estrutura no Jardim de Alah utiliza materiais como eucalipto de reflorestamento e madeira, de maneira adequada às características do espaço. “As divisórias são de eucalipto, que é um material da natureza e sustentável. São eucaliptos de reflorestamento, e parte da cobertura, com esse sombrite, foi uma especificação da Secis para controlar a intensidade solar nas plantas”, afirmou Torreão.

Espécies – A bióloga Maria do Carmo Barbosa, que atua no viveiro da Praia do Flamengo, explicou que o acompanhamento das espécies começa ainda na fase de sementes: “Primeiro ela vai para um berçário de 20 centímetros, de onde sai, a partir dos 30 centímetros, para a área de produção. Acompanhamos esse progresso até evoluir e vir para cá”.

Entre as espécies levadas para o novo viveiro, está a Coccoloba uvifera, conhecida como uva-da-praia, considerada adequada para ambientes litorâneos por apresentar resistência à salinidade e aos ventos, conforme a bióloga. Além da Coccoloba, o espaço recebeu também mudas de Sagres schyphlora, Guapira pernambucencis e Eugenia sp.

O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, ressaltou que o período de adaptação também permitirá avaliar o desempenho das espécies antes da distribuição pelos diferentes trechos da orla. “Isso é importante para saber, de fato, a potencialidade que essas espécies terão de adaptação, para termos um monitoramento e acompanhamento dos principais locais da orla, principalmente os que têm mais salinidade”, apontou Resch.

Salvador é reconhecida internacionalmente por revitalização do Jardim Botânico Municipal

Foto: Lucas Moura/ Secom PMS

Texto: Ascom Secis

Salvador conquistou um Certificado de Mérito no AIPH World Green City Awards 2026, uma das principais premiações internacionais voltadas a iniciativas que utilizam a natureza como elemento estratégico no planejamento e na operação das cidades. O reconhecimento foi concedido ao projeto de revitalização do Jardim Botânico Municipal, na categoria “Vida Sustentável em prol da Biodiversidade e da Restauração dos Ecossistemas Urbanos”.

Promovida pela Associação Internacional de Produtores Horto Culturais (AIPH), a premiação destaca iniciativas públicas que contribuem para tornar os espaços urbanos mais habitáveis, resilientes e sustentáveis, valorizando projetos que aproximam a natureza da população. Os anúncios oficiais e a celebração dos vencedores acontecem desde o domingo (13) e seguem até esta quinta (17), durante o Congresso Anual da AIPH, em Bari, na Itália.

“Esse reconhecimento internacional mostra que Salvador está no caminho certo ao colocar a sustentabilidade e o cuidado com as pessoas no centro das políticas públicas. A revitalização do Jardim Botânico fortalece a preservação da nossa biodiversidade e devolve à população um espaço de conhecimento, educação ambiental, convivência, além de impulsionar o turismo. É uma conquista de toda a cidade e um estímulo para continuarmos construindo uma capital mais verde, resiliente e preparada para o futuro”, afirmou a vice-prefeita Ana Paula Matos.

Para Ivan Euler, titular da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), o reconhecimento internacional reforça a importância do Jardim Botânico como espaço de preservação e conexão da população com a biodiversidade.

“O Jardim Botânico é um espaço que reúne preservação, ciência, educação ambiental e participação da sociedade, e esse certificado valoriza justamente essa integração. É uma conquista para Salvador e um estímulo para seguirmos ampliando as políticas públicas de proteção e restauração dos nossos ecossistemas urbanos”, acrescentou Ivan Euler.

O projeto de revitalização do Jardim Botânico Municipal foi reconhecido pela integração entre preservação ambiental, ciência e sociedade, com destaque para ações de reflorestamento com espécies da flora local, iniciativas de educação ambiental e estratégias de engajamento comunitário.

Entre as iniciativas desenvolvidas está a Trilha Etnobotânica, criada em junho de 2025, que amplia as possibilidades de interação dos visitantes com a biodiversidade e promove o conhecimento sobre a relação entre as comunidades, as plantas e os ecossistemas.

Limpeza marca início das ações da Prefeitura no Parque do Manguezal do Rio Passa Vaca

Foto: Otávio Santos / Secom PMS

Reportagem: Fabiane Humildes e Mateus Soares / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador iniciou, nesta quinta-feira (17), uma ação de limpeza na área do Parque Municipal do Manguezal do Rio Passa Vaca, em Patamares. O trabalho reuniu equipes da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), representantes da Fundação Vovó do Mangue, moradores e voluntários da região.

A atividade ocorreu um dia após o prefeito Bruno Reis anunciar a efetivação dos parques do Passa Vaca e de Mussurunga. Somente na área do Passa Vaca, a Prefeitura investiu R$ 31 milhões em desapropriação, para garantir a proteção de aproximadamente 19 mil m² de manguezal.

Durante a ação de limpeza, os participantes retiraram resíduos sólidos acumulados na vegetação e nas margens do rio. O material chega através do Rio Passa Vaca e do Rio Jaguaribe, pela maré e também é resultado do descarte irregular realizado nas vias próximas.

O titular da Secis, Ivan Euler, apontou que a iniciativa desta quinta é uma das primeiras medidas previstas para a recuperação e preservação da área. “Hoje, a Prefeitura está aqui, junto com a comunidade, entrando no mangue para retirar os resíduos e o lixo que vêm do mar e do próprio Rio Passa Vaca”, disse o secretário.

Segundo Euler, a previsão é de que, na próxima semana, a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) inicie o cercamento do parque. A intervenção tem o objetivo de delimitar o espaço, evitar novas ocupações e restringir práticas que possam provocar danos ao ecossistema.

“Além de ser um parque, essa área é um mangue, e o manguezal é uma Área de Preservação Permanente. A iniciativa também preserva essa APP e protege o manguezal contra futuras invasões”, acrescentou Euler.

O Rio Passa Vaca nasce na região de São Rafael, cruza a Avenida Paralela, passa por Patamares e encontra o Rio Jaguaribe próximo à orla. O manguezal situado nessa área é considerado o último remanescente desse ecossistema na Orla Atlântica de Salvador.

O parque foi criado formalmente por decreto municipal em 2009, mas a desapropriação da área ainda estava pendente. Com o pagamento da indenização ao antigo proprietário, o terreno passou a integrar efetivamente o patrimônio público municipal.

A engenheira ambiental e sanitarista Lairrane Ferreira, do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), ressaltou que a retirada dos resíduos é a primeira etapa de um trabalho permanente.

“O importante é começar. Precisamos iniciar esse trabalho porque existe bastante resíduo acumulado. Esta é a primeira etapa. É começar, meter a mão e ir a fundo”, afirmou Lairrane.

Moradora de Patamares desde que nasceu, a ambientalista Joana Kakid participa há anos de iniciativas voluntárias de limpeza no manguezal. Ela contou que as ações eram realizadas anteriormente por grupos menores, sem a estrutura atualmente mobilizada pela Prefeitura.

“Antigamente, vinham 10 ou 15 voluntários. Agora, temos a estrutura da Limpurb, além de voluntários da Secis. São mais mãos trabalhando por um bem comum”, disse Joana.

A voluntária afirmou que a variação da maré faz uma grande quantidade de resíduos ficar retida no estuário. Segundo a ambientalista, além das limpezas periódicas, será necessário acompanhar a qualidade da água e dos sedimentos, delimitar o parque e promover atividades de educação ambiental.

A Prefeitura iniciou uma parceria com a Fundação Vovó do Mangue para implantar no local o primeiro Centro de Referência do Manguezal de Salvador. O espaço concentrará ações de pesquisa, inovação tecnológica, monitoramento e educação ambiental.

“Não será somente um espaço de contemplação, mas também de educação ambiental, pesquisa e monitoramento. As crianças terão acesso direto à natureza dentro do centro urbano da cidade de Salvador”, explicou Euler.

Prefeitura de Salvador investe R$ 83 milhões para criação de parques no manguezal do Passa Vaca e em Mussurunga

Foto: Betto Jr. / Secom PMS

Texto: Gilvan Santos e Thiago Souza / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador anunciou nesta quarta-feira (16) a criação dos parques municipais do Manguezal do Rio Passa Vaca, em Patamares, e o de Mussurunga, em uma iniciativa que amplia a proteção de áreas verdes da capital baiana e incorpora novos espaços à estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas. As duas áreas somadas alcançam mais de 320 mil metros quadrados, e o município investiu cerca de R$ 83 milhões nas desapropriações necessárias para transformar terrenos privados em áreas públicas destinadas à preservação ambiental. Os detalhes foram divulgados pelo prefeito Bruno Reis e pelo secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler.

O Parque Municipal do Manguezal do Passa Vaca abrange a região próxima à foz do Rio Passa Vaca, que deságua na praia de Jaguaribe, formando uma área de manguezal que é considerada o último remanescente desse ecossistema na orla atlântica. O curso da água vem desde a região de São Rafael, cruzando a Avenida Paralela e o bairro de Patamares, e depois encontra-se com o Rio Jaguaribe, já próximo à faixa litorânea.

Para o parque, foram destinados R$ 31 milhões em desapropriação, permitindo a proteção de aproximadamente 19 mil metros quadrados de manguezal. “Este é o último mangue existente na orla da cidade. Já iniciamos a limpeza e a erradicação de algumas espécies invasoras e vamos começar, na próxima segunda-feira, todo o cercamento para preservar esse espaço para as gerações presentes e futuras”, afirmou o prefeito.

A preservação do local era discutida há cerca de 30 anos. Isso porque o parque foi objeto de estudos de universidades e mobilização da sociedade civil e teve sua criação formalizada por decreto em 2009. Agora, a área passa a ser efetivamente protegida, recuperada e destinada também a atividades de educação ambiental.

A Prefeitura pretende implantar no local o primeiro Centro de Referência do Manguezal de Salvador (CRMS), em parceria com a Fundação Vovó do Mangue. A proposta é criar um espaço dedicado à pesquisa, inovação tecnológica e monitoramento.

O titular da Secis, Ivan Euler, explicou que o PDDU de 2016 foi um marco nesse processo, ao delimitar dezenas de espaços integrantes do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam).

“Parques como esses vão muito além de servir como espaços de convívio: ajudam a diminuir a temperatura do ambiente ao redor, contribuem para reduzir os efeitos das ilhas de calor, aumentam a absorção da água da chuva e no enfrentamento de alagamentos, além de favorecer a biodiversidade”, disse.

Mussurunga – Já em Mussurunga, a Prefeitura desapropriou uma área de 106 mil metros quadrados, investindo mais R$ 52 milhões, além de incorporar um terreno que já pertencia ao município, totalizando aproximadamente 304 mil metros quadrados para o novo parque.

O local fica entre três avenidas: Aliomar Baleeiro, 29 de Março e Luana Beatriz Fontenelle, nas proximidades do Alphaville II, São Cristóvão e Fazenda Grande IV.

De acordo com o prefeito, a meta é ampliar os investimentos para que Salvador ganhe mais três áreas verdes até 2028.

“Esse parque em Mussurunga será totalmente cercado para garantir a preservação da nossa Mata Atlântica. Além dele e do Passa Vaca, também temos os projetos dos parques de Ipitanga, do Socioambiental de Canabrava e do Vale da Mata Escura. Ou seja, vamos até o final do nosso mandato trabalhar para entregar um total de cinco parques para garantir, primeiro, a preservação ambiental, depois disponibilizar para a população espaços de lazer, para estudo e pesquisa”, completou Bruno Reis.

Prefeitura realiza plantio de 100 mudas na Avenida Magalhães Neto

Foto: Bruno Concha / Secom PMS

Reportagem: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), realizou nesta segunda-feira (14) o plantio de mais 100 mudas no canteiro central da Avenida Magalhães Neto, na Pituba. A ação repõe árvores plantadas anteriormente no local perdidas principalmente por causa da salinidade, ventos e atos de vandalismo.

O titular da Secis, Ivan Euler, lembra que um plantio foi realizado nesta região durante a Semana do Meio Ambiente de 2025. Na atual ação, a pasta optou por espécies consideradas mais adequadas às condições da área, próxima à orla.

“Nós fizemos um grande plantio em 2025 na Magalhães Neto, durante a Semana do Meio Ambiente, com 300 mudas. Hoje, estamos plantando 100 mudas, em razão das que foram perdidas, primeiro devido à salinidade e ao vento. Algumas sofreram, principalmente os ipês que plantamos perto do Rio Camarajipe”, explica o secretário. Além das condições ambientais, o vandalismo também contribuiu para a perda das mudas.

“Estamos retornando para fazer a reposição, mas com outras espécies. Hoje temos 70 guanandis, uma espécie nova que estamos testando na orla, e 30 abricós-de-praia”, completa Euler.

O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, reforça que a escolha das espécies considera as características de cada trecho. Segundo ele, a faixa entre a Pituba e o Costa Azul apresenta níveis elevados de salinidade. “Nessa parte frontal do bairro, estamos plantando os guanandis e abricós, e o nosso trabalho é ir preenchendo e acompanhando o sucesso da operação”, aponta o diretor.

Balanço – Na última terça-feira (8), a Secis encerrou a Operação Plantio Chuva 2026, com um balanço de 10.066 mudas plantadas em diferentes pontos da cidade. O resultado superou a meta estabelecida pela secretaria, de 10 mil mudas.

Desde a primeira gestão do prefeito Bruno Reis, a Secis contabiliza mais de 61 mil mudas plantadas na capital baiana.

Segundo Resch, o período chuvoso é aproveitado para ampliar as ações de arborização. “Essa é uma

oportunidade que temos de março a agosto, estendendo um pouco mais, até o início de setembro, para incrementar ainda mais o plantio na cidade”, conclui o diretor.

Prefeitura conclui plantio do Corredor Verde no Cabula

Foto: Otávio Santos / Secom PMS

Reportagem: Marco Pitangueira e Mateus Soares / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador concluiu, nesta sexta-feira (11), o plantio no canteiro central da Rua Silveira Martins, no Cabula, pelo programa Corredor Verde. Nesta etapa, foram plantadas 11 árvores, das quais cinco quaresmeiras e seis manacás-da-serra.

A implantação do Corredor Verde na região começou no final de maio deste ano. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e faz parte da meta da gestão municipal de criar sete corredores verdes na cidade até 2028.

De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, o projeto busca ampliar a arborização e integrar as áreas verdes à rotina da população. “O Corredor Verde do Cabula é uma iniciativa muito importante para a região, porque contribui para a preservação ambiental, a melhoria da qualidade de vida da população e a construção de uma cidade cada vez mais sustentável. A proposta é transformar esses espaços em áreas mais verdes, qualificadas e integradas ao cotidiano das pessoas, trazendo benefícios ambientais e sociais para toda a comunidade”, afirma Euler.

Além do plantio de árvores, a iniciativa pretende recuperar e conectar áreas vegetadas, contribuindo para o conforto térmico, a biodiversidade e a ocupação dos espaços públicos.

Euler enfatiza que a preservação das áreas depende também da colaboração dos moradores. “Para que esse trabalho tenha continuidade, a participação da população é fundamental. O cuidado com as áreas verdes precisa ser uma responsabilidade compartilhada. A comunidade é parte essencial desse processo, tanto na preservação dos espaços quanto na conscientização sobre a importância de manter e valorizar essas áreas”, diz o secretário.

Morador do Cabula, Juan Vitor Lopes, de 20 anos, reforça que a participação da população deve incluir o descarte correto dos resíduos. “Se a população não tem essa predisposição e esse ensinamento, principalmente sobre como lidar com os resíduos, vemos como consequência o acúmulo de lixo em locais indevidos”, pontua o jovem.

Cibelle Borges, de 60 anos, também reitera a necessidade de manter a limpeza na região: “Realmente, a gente tem coleta. Há pessoas que não têm consciência e colocam lixo ali, mas temos coleta dentro da comunidade”.

Prefeitura planta 22 árvores na orla de Ondina a pedido de moradores

Foto e texto: Ascom Secis

A Prefeitura de Salvador realizou, nesta quinta-feira (10), o plantio de 22 árvores na orla de Ondina. A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), atende a uma solicitação de moradores e dá continuidade à série de intervenções de arborização que têm sido realizadas na região desde maio.

O plantio foi feito em uma área de grande circulação de moradores, visitantes e turistas, com o objetivo de ampliar a cobertura vegetal, qualificar o espaço público e contribuir para uma cidade mais verde e ambientalmente equilibrada.

As espécies escolhidas, como abricó e bacupari, são adaptadas às características ambientais do local. As mudas já apresentam um porte mais desenvolvido, o que contribui para uma melhor presença da vegetação no espaço urbano e favorece sua adaptação às condições da orla.

De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, a intervenção é resultado do diálogo entre o poder público e a comunidade. “A gente fez uma vistoria aqui com diversos órgãos para entender um pouco as demandas da população e dos moradores de Ondina. Uma das demandas foi a questão da arborização. Então, voltamos hoje, trazendo 22 árvores para uma região que já tinha berços. Estamos reabrindo esses espaços e plantando novas árvores”, explicou o secretário.

Euler apontou ainda a adoção de uma medida específica para proteger as mudas no local. “O diferencial é que, dessa vez, estamos trazendo um tutor que já utilizamos na Barra; um tutor maior, com uma proteção maior tanto contra o vandalismo quanto em relação ao vento, que é muito forte por estarmos de frente para o mar”, afirmou.

Espécies adaptadas – O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, reforçou que a escolha das espécies leva em consideração as condições específicas da orla e a necessidade de utilizar plantas adaptadas ao ambiente. “Esse trecho aqui da orla tem que ser plantado com espécies adaptadas. Essa é uma espécie de plantio de Mata Atlântica, mais do bioma do ecossistema de restinga”, pontuou.

A moradora Heloísa Novaes, da Associação dos Moradores de Ondina, ressaltou a importância da ação: “Nossa expectativa é que a comunidade ajude, molhando essas árvores que vieram aí para o verão. A gente precisa de arborização: para respiração, para sentar, para tomar um fresco, para conversar com os amigos. A cidade precisa”.

Prefeitura de Salvador lança 2ª edição de projeto para incentivar compostagem doméstica

Foto: Ascom Secis

Texto: Fabiane Humildes / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), lançou a 2ª edição do projeto Composteira em Casa. A iniciativa promove a implantação de sistemas de compostagem residencial, além de oferecer orientações sobre montagem, manejo e manutenção das composteiras.

O projeto disponibiliza, sem necessidade de restituição, um kit de composteira doméstica para 10 soteropolitanos, além de capacitação remota sobre o processo de compostagem. A iniciativa busca estimular a educação ambiental e o reaproveitamento de resíduos orgânicos dentro das próprias residências. O projeto foi lançado pela primeira vez em junho, durante as ações do mês do Meio Ambiente, e teve a primeira entrega de equipamentos realizada posteriormente. A experiência serviu como teste para avaliar a adesão dos moradores e aperfeiçoar as orientações oferecidas aos participantes.

O secretário da Secis, Ivan Euler, afirma que o projeto teve grande repercussão entre os moradores. “Essa segunda edição, inclusive, está tendo mais inscritos do que a primeira”, afirma. Segundo o secretário, a proposta é ampliar gradualmente o número de moradores envolvidos e transformar a iniciativa em uma ação contínua da Secretaria. “A ideia é que esse programa de compostagem em casa siga perene. A cada momento, a cada período, a gente lança um edital. Com uma procura elevada, a gente lança um edital para fazer novas doações de composteiras domésticas”, explica.

A compostagem também contribui para reduzir o volume de resíduos orgânicos encaminhados aos aterros sanitários. Cascas de frutas, verduras e legumes, por exemplo, podem ser aproveitadas no processo e transformadas em composto orgânico para utilização nas próprias residências. “A gente pode, através desse programa, mostrar à população que os resíduos orgânicos podem ter um outro fim, bem mais nobre do que ser aterrado, e transformar esse alimento em adubo e biofertilizante”, destaca Euler.

O kit será entregue pela Secis e contará com uma composteira doméstica, composta por três caixas empilháveis, torneira para coleta do líquido, base coletora e manual de instruções para a realização da compostagem doméstica. Além da entrega do equipamento, os participantes terão acesso a uma capacitação remota, realizada de forma assíncrona ao longo de um dia. A formação apresentará orientações sobre os resíduos que podem ser colocados na composteira, formas de manejo e cuidados necessários durante o processo.

Após a capacitação, a Secis continuará acompanhando o dia a dia dos participantes por meio de um canal dedicado ao projeto. O espaço será utilizado para esclarecer dúvidas, receber sugestões e oferecer orientações relacionadas ao uso e à manutenção das composteiras durante o período de acompanhamento.

Inscrições – As inscrições são gratuitas e realizadas on-line e seguem abertas até 16 de setembro, às 23h59. Para participar, os interessados devem preencher o formulário de inscrição, consultar o edital e verificar as condições de participação e a documentação necessária.

Entre os requisitos estão: ser residente e domiciliado em Salvador; ter mais de 18 anos; não ser servidor da Administração Pública Municipal; e não ser cônjuge, companheiro(a) ou parente, até o terceiro grau, de servidor vinculado diretamente à execução, análise ou seleção do projeto.

A iniciativa também prevê a realização de mais quatro editais, seguindo o modelo das duas primeiras edições, com a seleção de 10 participantes em cada chamada. A medida busca ampliar gradualmente o alcance do projeto e incentivar a adoção da compostagem doméstica por mais moradores de Salvador.

Link de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdVHhQi9mbGUo0_21Vi8rXFyxFwP9s417vfGRU1APFXWDR5fQ/viewform

Link do edital: https://secis.salvador.ba.gov.br/programas/

Prefeitura encerra Operação Plantio Chuva com mais de 10 mil mudas em Salvador

Foto: Bruno Concha/ Secom PMS

Texto: Ana Virgínia Vilalva e Mateus Soares/ Secom PMS

A Prefeitura de Salvador encerrou, nesta terça-feira (8), a Operação Plantio Chuva 2026, com ações realizadas na região do Novo Mané Dendê (no Subúrbio) e na Praia do Flamengo. Coordenada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), a iniciativa alcançou a marca de 10.066 mudas plantadas em diferentes pontos da cidade.

Durante a manhã, o trabalho foi concluído no Mané Dendê, mais precisamente no bairro de Itacaranha, onde foram plantadas 280 mudas ao longo da semana, sendo 20 delas de ipê, apenas atividade desta terça. À tarde, a operação seguiu para a Praia do Flamengo, com o plantio de outras 50 mudas.

A programação de encerramento também incluiu uma ação realizada na última sexta-feira (4), quando 11 mudas foram plantadas na Rua Silveira Martins, no Cabula. A operação teve início em março, também no Mané Dendê, com o objetivo de aproveitar o período de maior volume de chuvas na capital baiana, favorecendo a rega natural, o enraizamento e a adaptação das árvores.

O secretário da Secis, Ivan Euler, ressaltou os efeitos da arborização para a capital. “É uma felicidade ver a cidade cada vez mais verde, com mais arborização e sombra, melhor qualidade ambiental e redução da temperatura em diversas regiões. As árvores também embelezam a cidade e geram uma série de impactos positivos”, disse.

O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, explicou que o cronograma foi prolongado devido à continuidade das chuvas em Salvador. “A previsão era finalizar em agosto, mas terminamos agora, em setembro, aproveitando que a cidade ainda passa por um período chuvoso”, afirmou.

Com o fim da etapa de plantio, as equipes passam a concentrar os trabalhos na preservação das mudas. “A partir de agora, o trabalho será de acompanhamento e irrigação, porque a tendência é de calor severo. Precisamos nos antecipar para reduzir as perdas durante o processo de plantio”, acrescentou João Resch.

Para Adriano Silveira, diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), órgão responsável por coordenar a Operação Chuva, a arborização também integra as medidas municipais de preparação para períodos de altas temperaturas. “É um projeto que vem ganhando força a cada ano. A população está abraçando essa causa e ajudando a cuidar das árvores plantadas”, afirmou.

Morador da região do Mané Dendê há mais de cinco décadas, o pedreiro José Gilson Pereira de Jesus, de 65 anos, acompanhou a atividade. “A gente vê esse reflorestamento sendo aplicado aqui como um grande benefício para a nossa comunidade. Isso valoriza muito a nossa região. Ficamos muito gratos por esse plantio”, contou.