
Texto: Mateus Soares / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador iniciou, nesta terça-feira (13), a programação do Programa Mutirão Brasil, iniciativa desenvolvida pela Rede C40 e pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM), em parceria com o município. O encontro de abertura, realizado na Casa de Espetáculos Letieres Leite, no Comércio, reuniu representantes da gestão municipal e de organizações internacionais para discutir medidas de enfrentamento às mudanças climáticas, gestão de resíduos, mobilidade sustentável e financiamento de projetos ambientais.
A programação segue até sexta-feira (16) e marca a instalação do Comitê de Governança Climática de Salvador, estrutura criada por decreto municipal para integrar as ações das secretarias e acompanhar a execução das políticas ambientais. A reunião foi conduzida pela vice-prefeita Ana Paula Matos, com a participação do secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler.
Durante a abertura, Ana Paula destacou que a parceria com as organizações internacionais permitirá transformar projetos discutidos em encontros sobre sustentabilidade em ações concretas na cidade. Entre as iniciativas apoiadas estão a ampliação da eletromobilidade, o incentivo à mobilidade ativa e a implantação de estratégias para o aproveitamento de resíduos orgânicos.
“No nosso caso, a gente está sendo apoiado com o programa de eletromobilidade, o programa de mobilidade ativa, que seriam soluções baseadas na natureza, e outros apoios, como na parte de comunicação e na gestão de resíduos. Então, a gente vai ter, neste caso aqui, uma reunião para discutir a gestão de resíduos. A gente vai fazer um programa com o apoio deles, com a Feira de São Joaquim, criando toda uma estratégia de compostagem”, afirmou a vice-prefeita.
Ana Paula também ressaltou a importância da criação do comitê para o planejamento das ações municipais. “É quando Salvador pensar no seu PMAMC, que é o Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, quando ela pensar nessa perspectiva de presente e futuro, isso envolve orçamento, isso envolve gestão, envolve recursos financeiros, envolve integração das áreas. É o que a gente vai fazer aqui, a partir desse Comitê de Governança Climática”, acrescentou.
O secretário Ivan Euler explicou que a reunião representa o início de uma nova etapa da governança climática do município, com a participação de diferentes órgãos da Prefeitura. Segundo ele, uma das prioridades será a revisão do Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas (PMAMC), elaborado em 2020, que estabelece metas para Salvador alcançar a neutralidade de carbono até 2049.
“Estamos fazendo a revisão com a expectativa de, em dezembro, já ter um modelo, uma boneca já revisada desse plano, para a gente ir para a audiência pública, apresentar à sociedade a nova proposta do plano”, explicou o titular da Secis.
O secretário destacou ainda que o transporte é o principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa na capital baiana, conforme o inventário municipal. Entre as medidas previstas para reduzir esses índices está a ampliação da frota de ônibus elétricos.
“Temos ações já em curso pela Secretaria de Mobilidade para que, no ano que, vem estar com 100 ônibus elétricos. São ações como essa que vamos discutir, que vamos colocar no plano, para que, em 2049, Salvador seja uma cidade neutra em carbono”, completou Ivan Euler.
Outro tema abordado na abertura foi a preocupação com os possíveis impactos de um Super El Niño no Nordeste. A programação incluiu discussões sobre os cenários climáticos para Salvador e a necessidade de preparar a cidade para enfrentar eventos extremos, como chuvas intensas e períodos de calor.
Representante das organizações internacionais envolvidas no programa, Hélinah Cardoso explicou que Salvador foi selecionada para receber apoio técnico em razão de sua participação nas redes internacionais e dos projetos apresentados nas áreas de mobilidade e sustentabilidade.
“Salvador apresentou dois projetos superinteressantes na área de mobilidade. Um é essa transição para a eletromobilidade, que tem uma tradução diretamente na vida das pessoas e na qualificação do transporte público”, afirmou.
Segundo ela, o programa também contribuirá para estruturar um projeto de coleta e compostagem de resíduos orgânicos produzidos na Feira de São Joaquim, reduzindo o envio desses materiais para aterros sanitários e, consequentemente, as emissões de metano.
“Salvador quer começar fazendo um projeto na Feira de São Joaquim, no Mercado de São Joaquim, que é justo para pegar esse resíduo orgânico e levar para uma usina de compostagem. Então, a gente também está apoiando a cidade na estruturação desses projetos, tanto em eletromobilidade, mobilidade urbana ativa e numa planta de compostagem”, explicou.
Próximas atividades – Nesta quarta-feira (14), a programação será dedicada à gestão de resíduos orgânicos. Das 9h30 às 11h30, representantes da Secis, Semop, Semdec, Seinfra, Seman e Limpurb participarão de uma reunião de alinhamento estratégico, na sede da Secis, no Comércio, com equipes da C40, do GCoM e do Instituto Pólis.
O encontro abordará o panorama da coleta de resíduos no município, a situação da Feira de São Joaquim e a elaboração do projeto executivo do Parque Socioambiental de Canabrava. À tarde, das 14h às 16h30, as equipes farão uma visita técnica à Feira de São Joaquim para conhecer a infraestrutura e a dinâmica de funcionamento do espaço. A atividade incluirá a observação das práticas de separação, armazenamento e coleta de resíduos orgânicos, além de conversas com feirantes e trabalhadores sobre os desafios e as possibilidades de melhoria no manejo desses materiais.
Na quinta-feira (15), das 9h30 às 11h45, será realizada uma oficina técnica na Secis, conduzida pelo Instituto Pólis, para aprofundar as discussões sobre o gerenciamento dos resíduos orgânicos. À tarde, das 14h às 16h, representantes da Secis, da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e da Casa Civil discutirão o plano de implementação do orçamento climático e as análises previstas para os orçamentos municipais de 2027 e 2028.
Ainda na quinta-feira, das 16h às 17h, haverá uma reunião para consolidar o plano de trabalho voltado à gestão de resíduos, com definição de responsabilidades, alinhamento metodológico e validação do cronograma das próximas etapas.
O encerramento, na sexta-feira (16), terá uma reunião interna de planejamento sobre resíduos, das 10h às 12h, na sede da Secis. Das 14h às 15h, está prevista uma agenda com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e representantes da Colab para a apresentação de uma ferramenta digital, a demonstração de suas funcionalidades e a discussão sobre o acesso da Prefeitura às informações geradas pela participação dos cidadãos. O encontro também permitirá o alinhamento das próximas ações de comunicação e mobilidade sustentável.

Texto: Eduardo Santos/ Secom PMS
Os materiais recicláveis depositados em um dos 20 pontos do programa Recicla Capital passaram a valer mais pontos desde o dia 1º de outubro. Agora, ao separar e entregar os resíduos, o cidadão passa a aproveitar mais os diversos benefícios disponíveis pela iniciativa.
O quilo do alumínio, por exemplo, saiu de 312 para 1.600 pontos, enquanto a garrafa PET subiu de 90 para 200 pontos por quilo. As cápsulas de café passaram de 83 para 100 pontos/kg, enquanto o vidro teve sua pontuação elevada de 10 para 40 pontos/kg, entre outros itens.
O programa é uma iniciativa da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis).
“A atualização na pontuação do Recicla Capital permite que os participantes acumulem mais pontos pela entrega de materiais recicláveis, ampliando as possibilidades de troca por benefícios disponíveis no aplicativo. A mudança também incentiva a separação correta dos materiais, valorizando quem entrega os resíduos separados por tipo. Com isso, o programa busca tornar a participação mais vantajosa, estimular hábitos sustentáveis e fortalecer a coleta seletiva em Salvador”, explica Vitor Oliveira, responsável pela coordenação do programa.
Funcionamento – Com 20 pontos de coleta espalhados pela cidade, o Recicla Capital funciona com a entrega, pelo cidadão, de materiais recicláveis, preferencialmente limpos e separados por tipo, em uma das estações para trocar por benefícios.
A separação correta faz a diferença na pontuação. Para trocar os pontos por benefícios, o participante deve acessar o aplicativo Recicla Capital, consultar as recompensas disponíveis e escolher a opção desejada.
Atualmente, o Recicla Capital oferece 22 opções de benefícios. Entre as possibilidades, estão descontos na conta de energia elétrica, por meio do Vale Luz, da Neoenergia Coelba; ingressos para espaços culturais de Salvador, como a Casa do Carnaval e a Casa das Histórias de Salvador; descontos em atividades esportivas, como a canoagem havaiana; e condições especiais para atendimento em clínicas veterinárias, entre outras vantagens.
Números – Em 2026, o Recicla Capital segue incentivando a reciclagem e fortalecendo a coleta seletiva em Salvador. Até setembro, o programa recebeu aproximadamente 560 mil quilos de resíduos recicláveis, registrou cerca de 1.700 novos participantes e contabilizou mais de 62 mil resgates de recompensas realizados por meio do aplicativo.
Desde sua criação, em 2019, o programa registra 28 mil cidadãos cadastrados e já recebeu aproximadamente 5,7 milhões de quilos de materiais recicláveis. Os números refletem o alcance da iniciativa e sua contribuição para incentivar a separação e a destinação adequada dos resíduos, promover hábitos sustentáveis e fortalecer a cadeia da reciclagem, gerando benefícios ambientais e sociais para Salvador.
Atualmente, o serviço conta com 20 pontos de entrega distribuídos por Salvador, nos seguintes locais: Cajazeiras, Imbuí, Patamares, Periperi, Pilar, Ribeira, Rio Vermelho, Stella Maris, Pituba, Bonocô, Cabula, Paripe, Dique do Tororó, Praia do Flamengo, Itapuã, Jardim dos Namorados, Ogunjá, Ondina, Parque da Cidade e Santo Antônio.
O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Texto: Marco Pitangueira e Eduardo Santos/ Secom PMS
Cerca de 600 meninos e meninas participaram, nesta sexta-feira (9), do Festival das Crianças. O evento, promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), chegou à sua 4ª edição e aconteceu no Parque da Cidade, reunindo participantes de até 11 anos em uma manhã de brincadeiras, contação de histórias, música, guloseimas e atividades voltadas aos cuidados com a saúde bucal, além de iniciativas de proteção e bem-estar infantil.
Para a coordenadora de Políticas para a Infância e Adolescência da SPMJ, Dinsjani Pereira, a iniciativa é uma forma de levar a ludicidade para as crianças. “É importante reunir essas crianças para brincar e interagir longe das telas, aproveitando este espaço e o contato com o meio ambiente.”
As crianças presentes são oriundas de escolas municipais de diversos bairros da capital baiana, além de menores oriundos da rede privada e de projetos sociais.
“Participamos desde a primeira edição, com identificação de crianças, o repertório da banda da GCM, auxiliando nesta ação e pensando também na proteção integral dessas crianças, interagindo e trazendo muita alegria para todos”, destaca James Azevedo, coordenador de Ações de Prevenção à Violência da Guarda Civil Municipal (GCM).
Eloah Guerreiro, de 10 anos, participou das brincadeiras junto aos colegas. “Eu queria brincar aqui o dia inteiro. Adorei o pula-pula. “Caí, levantei e foi tudo muito legal”, afirmou a pequena, que estuda na Escola Municipal Julieta Viana, no bairro do Pau Miúdo.
O festival contou com a participação das secretarias municipais de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis); Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre); Educação (Smed); Mobilidade (Semob); Saúde (SMS); Cultura e Turismo (Secult); Ordem Pública (Semop); Reparação (Semur); além da Fundação Gregório de Mattos (FGM), do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e dos conselhos tutelares.

Texto: Gilvan Santos e Thiago Souza/ Secom PMS
A Prefeitura de Salvador inaugurou no final da tarde deste sábado (3) o Novo Imbuí, projeto que transformou o canteiro central da Avenida Jorge Amado em um parque linear com espaços de lazer, esporte e convivência. Com investimento de mais de R$ 6 milhões, a obra foi entregue pelo prefeito Bruno Reis e pelo secretário de Manutenção da Cidade, Lázaro Jezler, contemplando uma área de mais de 20 mil metros quadrados.
Um dos destaques da intervenção foi que, além da preservação da área verde existente, a iniciativa reforçou ainda mais o paisagismo do local com plantio de gramado e de 140 mudas de árvores. A lista de atrativos envolveu ainda a colocação de piso intertravado, construção de 12 quiosques comerciais e de uma quadra de tênis. A população também passou a ter à disposição sanitários e vestiários, pet park, academia de saúde e parques infantis.
A obra contemplou, inclusive, a manutenção da pista de skate e a requalificação da ciclovia e das quadras poliesportiva e de areia, assim como restauração do monumento em homenagem ao escritor Jorge Amado. Durante a entrega, o prefeito Bruno Reis destacou que o projeto foi concebido para ir além da urbanização do canteiro central, transformando a área em um espaço de convivência. Ele lembrou que a última intervenção feita no local foi há 16 anos.
“Estamos entregando um novo Imbuí com padrões construtivos atualizados e com o que há de melhor na área da construção civil. Só para se ter uma ideia, o piso intertravado colocado aqui é permeável para absorção da água da chuva, trazendo um conceito moderno de soluções baseadas na natureza. É isso que exigem hoje os padrões de construção e, por isso, nos preocupamos com os mínimos detalhes. Esse é o nosso papel: levar alegria, felicidade e melhorar a vida das pessoas pelos quatro cantos da cidade”, disse o prefeito.
A transformação realizada no Imbuí segue uma proposta semelhante à adotada pela gestão municipal na Avenida Centenário, onde o canteiro central possui um canal.
O titular da Seman, Lázaro Jezler, pontuou que o novo parque linear do Imbuí soma mais de 1 km de extensão. “Ele une área verde, parquinho para as crianças, equipamentos esportivos e a grande cereja do bolo, que é uma quadra pública de tênis. É a segunda localidade de Salvador a ter um equipamento do tipo, pois antes só tinha lá na Boca do Rio, mas aqui a população também vai poder praticar esse esporte”, afirmou.
O secretário acrescentou a preocupação da obra em reforçar a arborização do canteiro central da Avenida Jorge Amado. “Este parque está sobre um rio e aproveitamos todas as árvores que existiam, além de plantar mais 140 mudas adequadas a esse tipo de solo para não danificar a laje do canal. Aqui passa a ter uma arborização muito bonita e grandes caqueiros onde foram plantadas quaresmeiras”, complementou. Os plantios foram realizados com apoio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis).
O projeto do parque linear do Imbuí levou em consideração demandas apresentadas pelos moradores do bairro, conforme explicou a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield.
“O trecho do canteiro do Imbuí estava sem tratamento e bastante danificado, sendo que esse é um espaço de apoio e de lazer para todos que vivem no entorno. A gente completou essa área com todo tipo de equipamento necessário, a exemplo das quadras, parque infantil, quiosques, área para caminhadas, ciclovia e bancos para descanso”, listou.
O fisioterapeuta Paulo Rodrigues, 42 anos, visitou o local e avaliou que as melhorias proporcionadas pela obra trouxeram mais conforto e valorização para os imóveis da região.
“Antes, a gente tinha apenas um canteiro sem muitos equipamentos. Agora temos um espaço maior e mais organizado. Ficou uma praça muito bonita, e isso conta na hora de vender ou de alugar os apartamentos. As crianças podem usar o espaço para brincar, os idosos para caminhar e dá para passear com os pets. Eu gostei porque é um espaço a mais na cidade para fazer exercício físico, e nós precisamos, enquanto sociedade, criar políticas públicas de enfrentamento ao sedentarismo. Gostei bastante”, celebrou.

Texto: Ascom Secis
Salvador recebeu um reconhecimento internacional por sua atuação na promoção de um Carnaval mais sustentável, inclusivo e integrado. A Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) foi contemplada com uma Menção Especial na 14ª edição do Prêmio Interamericano de Inovação para a Gestão Pública Efetiva (PIGEP) 2026, concedido pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pela iniciativa “Carnaval Sustentável de Salvador: Governança Integrada para Grandes Eventos Sustentáveis”.
O resultado foi divulgado pela OEA nesta semana. A premiação reconhece experiências inovadoras desenvolvidas por instituições públicas das Américas que contribuem para fortalecer a gestão, aprimorar os serviços públicos, gerar valor para a sociedade e produzir conhecimentos que possam ser aplicados por outras administrações.
A edição de 2026 recebeu 225 candidaturas de 15 países. Após as etapas de avaliação de elegibilidade e pré-seleção técnica, 22 experiências foram escolhidas como finalistas para análise do Júri Internacional. Na categoria Inovação na Gestão de Processos, a iniciativa de Salvador recebeu a Menção Especial.
O júri é composto por seis especialistas de diferentes países, com experiência em gestão pública, academia e direitos humanos. A decisão foi tomada de forma colegiada durante as sessões de deliberação realizadas nos dias 9 e 10 de setembro.
Segundo a OEA, a experiência desenvolvida em Salvador apresenta um modelo integrado de governança para um dos maiores eventos urbanos e culturais do país, articulando órgãos públicos, parceiros e instrumentos de gestão e colocando a sustentabilidade como eixo transversal do planejamento, execução e monitoramento do Carnaval.
Entre as ações contempladas pela iniciativa, estão estratégias de economia circular, proteção social, acessibilidade e inclusão produtiva, com atenção especial a trabalhadores fundamentais para a realização da festa, como catadores de materiais recicláveis e vendedores ambulantes.
Para o titular da Secis, Ivan Euler, o reconhecimento internacional demonstra a importância da integração entre diferentes áreas da administração municipal para enfrentar os desafios relacionados à realização de um evento como o Carnaval.
“Receber uma Menção Especial da OEA é um reconhecimento muito importante para Salvador e, principalmente, para todo o time que trabalha para construir um Carnaval cada vez mais sustentável, inclusivo e organizado. A sustentabilidade precisa estar presente em todas as etapas de um grande evento, desde o planejamento até a execução e a avaliação dos resultados. Esse reconhecimento mostra que o modelo que estamos construindo em Salvador tem relevância e potencial para gerar aprendizados para outras cidades”, afirmou o secretário.

Reportagem: Camila Vieira / Secom PMS
Salvador ultrapassou a marca de 15 mil mudas plantadas em 2026 e já superou o resultado alcançado durante todo o ano passado, quando a meta anual era de 10 mil. Entre janeiro e setembro deste ano, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), contabilizou 15.802 exemplares distribuídos por diferentes pontos da cidade. Desse total, 4.338 foram plantados somente em setembro.
Entre as atividades do mês, está mais uma ação do programa Plante no Passeio, que levou quatro quaresmeiras à Rua Gonçalves Ledo, na Liberdade, nesta terça-feira (29).
O resultado reflete o fortalecimento das políticas voltadas à ampliação da cobertura vegetal, conservação dos ecossistemas e preparação do município para os efeitos das mudanças climáticas. O trabalho reúne ainda a criação de parques, a implantação de uma microfloresta, a expansão dos viveiros de restinga e do projeto Corredor Verde.
“Setembro foi um mês de muitas entregas e avanços nas áreas de sustentabilidade e resiliência, principalmente na arborização urbana. Foram diversas intervenções para tornar Salvador cada vez mais verde, melhorar o clima e proporcionar mais qualidade de vida à população”, afirma o titular da Secis, Ivan Euler. As 4.338 mudas inseridas na paisagem urbana em setembro representam mais de 27% do acumulado no ano.
Na Rua Gonçalves Ledo, o Plante no Passeio atende a uma solicitação feita pelos próprios moradores. Um dos responsáveis pelo pedido foi o multiartista, ator e roteirista Rívisson Zurc. Para ele, a chegada das árvores vai melhorar a qualidade de vida da comunidade.
“O programa tem uma intenção muito importante, que é levar o verde para comunidades onde muitas vezes ele não está presente. Nem sempre bairros populares e periféricos têm acesso a árvores e áreas verdes. Sabemos o quanto uma árvore melhora a qualidade de vida, oferece sombra, contribui para a respiração e deixa a rua mais agradável”, afirma o morador.
Segundo Rívisson, a medida também pode estimular moradores de outras regiões a solicitar o serviço. “Esse plantio começa a despertar na comunidade a percepção de que todos podem ter acesso a árvores e plantas. Além de melhorar a qualidade de vida, deixa o local visualmente mais atraente. O programa democratiza a possibilidade de tornar mais verdes os bairros populares e as áreas socialmente vulneráveis”, acrescenta.
O pedido foi feito pela internet, por meio do portal Salvador Digital. De acordo com o morador, o procedimento foi simples e a equipe técnica compareceu ao endereço cerca de 20 dias depois da solicitação, para avaliar as condições da rua.
O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam) da Secis, João Resch, explica que inicialmente estava previsto o plantio de apenas duas mudas, mas a quantidade foi ampliada devido ao envolvimento da vizinhança. “Eram dois plantios e conseguimos avançar para quatro por um pedido dos próprios moradores. A adesão da comunidade mostra a importância da arborização, especialmente porque, ao longo dos anos, muitas ruas perderam parte da vegetação”, afirma Resch.
Parques – Em setembro, a Prefeitura anunciou também a criação do Parque Municipal do Manguezal do Rio Passa Vaca e do Parque de Mussurunga, dentro do programa Parques pelo Clima. Juntos, os dois espaços somam mais de 320 mil m² e representaram R$ 83 milhões investidos pela gestão municipal em desapropriações.
O Parque Municipal do Manguezal do Rio Passa Vaca vai proteger cerca de 19 mil m² da última área remanescente desse ecossistema na orla atlântica de Salvador. Foram aplicados R$ 31 milhões na desapropriação. Já o Parque de Mussurunga terá aproximadamente 304 mil m² após a incorporação dos terrenos, com aporte de R$ 52 milhões.
“Esses dois novos parques reforçam a preservação e a infraestrutura verde de Salvador. O Parque do Manguezal do Rio Passa Vaca é voltado à proteção do último remanescente de manguezal da orla, enquanto o de Mussurunga resguarda uma extensa área natural da capital”, ressalta Euler.
Outro avanço da gestão foi a implantação do segundo Corredor Verde, na Rua Silveira Martins, no Cabula. Com 1,5 quilômetro de extensão, o trecho recebeu 109 árvores adultas de espécies de maior porte, como ipê, pau-ferro, sibipiruna, mirindiba, oiti e quaresmeira.
Microflorestas e viveiros – A segunda microfloresta urbana de Salvador também foi implantada em setembro, na área entre os viadutos da Avenida ACM, nas proximidades do Shopping da Bahia. O terreno recebeu 3.610 mudas de espécies da Mata Atlântica, distribuídas por meio de um sistema de alta densidade.
“Era um espaço impermeabilizado, que agora passa a permitir maior infiltração da água da chuva. A microfloresta também ajuda a reduzir a temperatura, qualificar o ambiente e favorecer a biodiversidade”, aponta o secretário. Esse tipo de formação reúne várias espécies de maneira adensada, acelerando o desenvolvimento da vegetação. O método auxilia ainda na recuperação do solo, na captura de carbono e enfrentamento às ilhas de calor.
Além disso, no último dia 18 de setembro, a Prefeitura inaugurou o segundo Viveiro de Restinga da capital baiana, perto do Centro de Convenções de Salvador, na orla da Boca do Rio. Na primeira etapa, a unidade recebeu 515 mudas produzidas no viveiro-matriz, situado na Praia do Flamengo.
Lá, as plantas permanecerão aproximadamente seis meses em processo de rustificação para se adaptar à salinidade, aos ventos e demais condições do litoral. Após essa etapa, serão transferidas para recomposição da flora costeira em outras áreas.
Formado por espécies nativas, o viveiro integra o projeto de restauração da restinga soteropolitana. Essa vegetação exerce papel essencial na proteção da faixa litorânea, por contribuir para a fixação da areia, amenizar os impactos da erosão e favorecer a conservação da fauna e da flora.
As intervenções do mês chegaram ainda à Barroquinha e Baixa dos Sapateiros, onde foram inseridas 21 árvores da Mata Atlântica. Sete ficaram no Terminal Aquidabã e outras 14 no Terminal da Barroquinha. O serviço alia requalificação urbana à arborização, no âmbito do Programa de Restauração de Fachadas.
Recentemente, o Passeio Público também recebeu serviços de paisagismo e exemplares de oiti e pau-brasil.
Reconhecimento internacional – As políticas sustentáveis adotadas pelo município ganharam destaque mundial em 2026. Salvador recebeu um Certificado de Mérito no AIPH World Green City Awards, uma das principais premiações dedicadas a projetos que utilizam a natureza como elemento estratégico do planejamento e da gestão urbana.
A revitalização do Jardim Botânico Municipal foi reconhecida na categoria “Vida Sustentável em prol da Biodiversidade e da Restauração dos Ecossistemas Urbanos”. Promovida pela Associação Internacional de Produtores Horticulturais (AIPH), a premiação valoriza projetos públicos que tornam os centros urbanos mais habitáveis, resilientes e sustentáveis.

Texto: Ascom Secis
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), lançou nesta segunda-feira (28) o Edital de Credenciamento nº 001/2026, destinado a Organizações da Sociedade Civil (OSCs) interessadas em atuar no controle populacional de cães e gatos errantes e comunitários da capital baiana.
A iniciativa prevê a contratação de serviços veterinários especializados para a captura dos animais, realização de procedimentos de esterilização cirúrgica, acompanhamento pós-operatório e devolução dos cães e gatos aos locais onde foram encontrados, contemplando as regiões administrativas das Prefeituras-Bairro.
Com investimento previsto de R$ 2.413.421,76, a ação terá duração de 24 meses e busca ampliar as estratégias de proteção e bem-estar animal desenvolvidas pelo município. O objetivo é contribuir para a redução da reprodução de cães e gatos em situação de rua, prevenindo o abandono e o sofrimento dos animais e colaborando para a redução da disseminação de zoonoses e doenças infecciosas.
De acordo com o secretário da Secis, Ivan Euler, a iniciativa representa um avanço na política pública de proteção animal da cidade. “A castração é uma ferramenta fundamental para o controle populacional responsável de cães e gatos. Com este edital, a Prefeitura amplia sua capacidade de atuação diretamente nos territórios, chegando aos animais errantes e comunitários que precisam desse cuidado. É uma ação que une saúde, bem-estar animal e responsabilidade com a cidade, buscando reduzir a reprodução descontrolada e, consequentemente, situações de abandono e sofrimento”, afirmou.
A diretora de Promoção à Saúde e Proteção Animal (Dipa), Amanda Elem, também destacou a importância da iniciativa. “A castração é uma das principais ferramentas de prevenção e de controle populacional, contribuindo diretamente para reduzir o abandono e o sofrimento animal. Por isso, conseguir ampliar esse cuidado para os animais em situação de rua é de extrema importância, porque estamos alcançando justamente uma população mais vulnerável e que muitas vezes não tem acesso a nenhum tipo de assistência. O Município de Salvador tem priorizado a prevenção e fortalecido cada vez mais as políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar animal. Nosso objetivo é atuar na origem do problema, com responsabilidade, cuidado e ações que tragam resultados efetivos para a cidade”, finalizou.
Atendimento nas Prefeituras-Bairro – Entre os serviços previstos no edital estão a busca ativa e a coleta dos animais nas regiões de Salvador, o transporte para unidades veterinárias, a realização das cirurgias de esterilização e o acompanhamento durante o período de recuperação.
Os cães e gatos atendidos também receberão microchip. Após a recuperação e a completa cicatrização dos procedimentos cirúrgicos, os animais deverão ser devolvidos às suas comunidades de origem.
O acompanhamento pós-operatório inclui cuidados como alimentação, higienização e assistência até a alta médica, de forma a garantir condições adequadas de recuperação.
A estratégia de devolver os animais ao local de origem está alinhada à proposta de manejo responsável da população animal comunitária, evitando que cães e gatos sejam simplesmente retirados dos territórios sem uma solução permanente para a dinâmica populacional.
Credenciamento – Podem participar do processo Organizações da Sociedade Civil sem fins lucrativos que atendam aos requisitos estabelecidos no edital e na legislação vigente. As entidades habilitadas poderão ser credenciadas pelo período de dois anos e convocadas pela Secis de acordo com a demanda, a necessidade dos serviços e a disponibilidade orçamentária e financeira.
A distribuição dos procedimentos entre as OSCs regularmente credenciadas será feita de maneira igualitária, objetiva e impessoal, observada a capacidade operacional de cada entidade. Quando o quantitativo não permitir divisão exata, as unidades remanescentes serão distribuídas por sorteio público, conforme as regras estabelecidas no edital.
As OSCs interessadas deverão encaminhar o requerimento de credenciamento e a documentação exigida pelo edital exclusivamente por meio digital, para o e-mail [cpl.secis@salvador.ba.gov.br](mailto:cpl.secis@salvador.ba.gov.br), no período de 28 de setembro a 28 de outubro de 2026.
A previsão é que a avaliação das propostas e da documentação ocorra entre 29 de outubro e 13 de novembro. O resultado preliminar está previsto para 17 de novembro, enquanto a homologação e a publicação do resultado definitivo têm previsão para 9 de dezembro de 2026.
O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta nos sites da Secis e de Compras da Prefeitura de Salvador.
SERVIÇO
O quê: Edital de Credenciamento nº 001/2026 – Secis
Objetivo: Credenciamento de OSCs para prestação de serviços veterinários de captura, esterilização, pós-operatório e devolução de cães e gatos errantes/comunitários
Prazo para envio: 28/09/2026 a 28/10/2026
Onde enviar: cpl.secis@salvador.ba.gov.br
Investimento previsto: R$ 2.413.421,76
Período de execução: 24 meses
Onde consultar o edital: www.secis.salvador.ba.gov.br e www.compras.salvador.ba.gov.br

Texto: Ana Virginia Vilalva e Eduardo Santos/ Secom PMS
O Castramóvel iniciou, nesta segunda-feira (28), o serviço de castração de cães e gatos no Quartel de Amaralina. Além de esterilização, a Secretaria Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), responsável pelo atendimento, aproveita o espaço para realização de vacinação antirrábica nos animais em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A previsão é que a iniciativa permaneça no local por cerca de 30 dias.
Diariamente são oferecidas 40 senhas para castração de felinos, às segundas, quartas e sextas, e 30 para cães, às terças e quintas-feiras. “A Prefeitura tem esse compromisso de oferecer o serviço gratuito de esterilização, através do Castramóvel, que tem o objetivo de rodar toda Salvador. A ação no quartel é possível graças à parceria com o Exército brasileiro, parceiro da Prefeitura nesta iniciativa importante para a população”, destacou Ivan Euler, titular da Secis.
Amaralina é a quinta localidade de Salvador a receber o serviço em 2026, cuja ação ocorre em paralelo na sede da Guarda Civil Municipal, na Avenida San Martin, e na loja Ferreira Costa da Avenida Paralela. Antes, o Castramóvel esteve nos bairros do Lobato e Cajazeiras.
Danielle Dantas, chefe do Setor de Vigilância da Raiva Animal da SMS, ressalta a necessidade de vacinar os cães, mesmo sem as campanhas sazonais. “Aproveitando a ação de castração, estamos dando continuidade à vacinação antirrábica, mesmo após o fim da campanha em 31 de agosto. Para tanto, mantemos diariamente uma dupla de agentes de endemias aptos a realizar a imunização animal aos pets que estejam com o calendário vacinal desatualizado.”
Veterinário de plantão nesta segunda-feira, José Eduardo Guimarães explicou a importância da castração para o bem-estar animal e para o controle sanitário. “A castração é um ato de cuidar, que prolonga a vida do animal, garantindo mais saúde e prevenindo enfermidades provenientes do trato reprodutivo. Além disso, é uma forma de preservar a saúde pública e prevenir a superpopulação de animais nas ruas, e as zoonoses que podem ser transmitidas por eles”.
Maria Luiza Santana, 17 anos, trouxe o gato Nino, de um ano e meio, para realizar a esterilização. “É um ato de amor e cuidado. É importante para, além de cuidar da saúde, prevenir fugas e possíveis incidentes que o período do cio pode causar.”
Informações – Antes de comparecer ao local de base do Castramóvel, o tutor deve conferir a documentação necessária e se o animal atende aos critérios para castração. Quanto à documentação, é solicitado RG e CPF do tutor, e os comprovantes de residência e do cartão de vacinação antirrábica do animal.
Antes de ser submetido à castração, é necessário que o pet esteja com a vacina antirrábica válida e que tenha sido aplicada há, no mínimo, 15 dias. Para realização do serviço, é necessário que o animal tenha idade entre 6 meses a 5 anos e 11 meses. Além disso, o cão ou gato deverá permanecer em jejum de 12 horas, sem o consumo de alimentos sólidos e água, bem como qualquer outro líquido.

Reportagem: Camila Vieira e Eduardo Santos / Secom PMS
Com a proposta de ampliar a arborização e contribuir para a revitalização da Barroquinha e da Baixa dos Sapateiros, a Prefeitura de Salvador realizou, nesta sexta-feira (25), uma série de ações na região. A iniciativa reuniu o plantio de 21 árvores e mais uma etapa do Programa de Restauração de Fachadas, envolvendo as secretarias municipais de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e de Desenvolvimento Urbano (Sedur), além da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
Ao todo, foram plantadas sete árvores no Terminal Aquidabã e outras 14 no Terminal da Barroquinha. As mudas são de espécies da Mata Atlântica.
O titular da Secis, Ivan Euler, reforça que a arborização faz parte de uma estratégia mais ampla para tornar diferentes regiões da cidade mais agradáveis e estimular a ocupação dos espaços públicos.
“Estamos dando seguimento à proposta de trazer mais vida, arte, cultura e lazer para diversas regiões da cidade. A previsão é de que, em até dois anos, as árvores estejam com a copa formada, garantindo sombra para a população e permitindo que os cidadãos possam ocupar cada vez mais estes espaços, com qualidade de vida e temperaturas amenas. Existe um trabalho de diversas secretarias para revitalizar essa região do Centro, assim como estamos fazendo na cidade inteira”, afirmou Euler.
De acordo com o secretário, Salvador já ultrapassou a marca de 15 mil árvores plantadas no município.
O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam/), João Resh, explicou que foram selecionadas espécies da Mata Atlântica adequadas à proposta de arborização da área, entre elas sibipirunas, ipês-roxos e ipês-rosas, além de pau-brasil.
“Devido ao plantio de mudas de maior porte, em torno de dois metros de altura, a previsão é que comecem a florescer por volta de três a cinco anos”, disse o diretor.
Restauração de fachadas – Paralelamente ao plantio, a Prefeitura avança com o Programa de Restauração de Fachadas na Baixa dos Sapateiros e Barroquinha. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Sosthenes Macêdo, a primeira etapa contempla a tradicional Rua do Couro, conhecida pelo comércio de artigos regionais manufaturados.
“Vamos trabalhar em toda a extensão da Baixa dos Sapateiros até o Aquidabã. Neste primeiro momento, avançamos com a pintura das fachadas, além do plantio. Essa é apenas uma etapa do programa de restauração dessa área”, explicou Sosthenes.
De acordo com o titular da Sedur, a requalificação não se limita às intervenções urbanísticas. A região também recebe ações voltadas ao fortalecimento econômico e cultural.
“Além das ações estruturais, a região também é alvo de medidas econômicas, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que busca novos atores para soerguer a economia local, bem como atividades culturais, retomando a vocação desta área para as festividades. O objetivo é fazer com que essa deixe de ser uma região tão árida, garantindo a presença da Prefeitura neste movimento constante”, acrescentou Sosthenes.
Cultura e ocupação – Para o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, a transformação da Barroquinha passa pela integração entre intervenções urbanas, sustentabilidade e atividades culturais.
“A FGM tem essa proximidade com a região da Barroquinha e busca sempre dialogar com esse espaço. Então, a partir de uma ocupação chamada ‘O Couro Comeu’, um café-teatro começou a atrair pessoas para esta região, com o viés de se transformar em um grande centro de lazer, com camarotes e estabelecimentos revitalizados. É um local arejado, agora também arborizado e que, naturalmente, atrai a atividade cultural”, apontou Guerreiro.
Segundo o presidente da FGM, a expectativa é ampliar a movimentação de moradores e visitantes na região. “É uma área que tende a se transformar em um local bastante visitado e importante de Salvador, além da ideia de transformar o Terminal da Barroquinha em um centro de chegada de ônibus de turismo”, completou o dirigente cultural.
Guerreiro antecipou ainda que uma exposição de arte está prevista para ocupar toda a extensão da Rua do Couro no mês de outubro.

Reportagem: Priscila Machado/ Secom PMS
O anúncio da efetivação do Parque Municipal do Manguezal do Passa Vaca e do planejamento de ações para a preservação e proteção do local, feito no último dia 16, foi recebido com bastante alegria por ambientalistas e moradores do bairro de Patamares. O cuidado com o último remanescente de manguezal em meio urbano na orla atlântica de Salvador era uma reivindicação antiga, sobretudo de entidades ambientais.
Logo após o anúncio, a Prefeitura de Salvador realizou um mutirão de limpeza no local com apoio de voluntários. Foram retirados resíduos sólidos acumulados na vegetação e nas margens do curso d’água , incluindo colchão, vasos, entre outros. Os materiais eram trazidos pelos rios Passa Vaca e Jaguaribe, pela maré e também resultado do descarte irregular realizado nas vias próximas.
Em breve, também será iniciado o cercamento para a proteção da área pela Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), que já solicitou a compra do material. A medida visa evitar ocupações irregulares e restringir práticas que possam provocar danos ao ecossistema.
Também fazem parte das propostas de melhorias a implementação do primeiro Centro de Referência do Manguezal de Salvador (CRMS), em parceria com a Fundação Vovó do Mangue, a implantação de ecobarreira e a recuperação da vegetação. O CRMS será dedicado à pesquisa, inovação tecnológica e monitoramento.
“O ato realizado em 16 de setembro, quando a Prefeitura de Salvador anunciou a demarcação e novas intervenções para a consolidação do Parque do Manguezal do Passa Vaca, representou uma importante conquista para o manguezal e para nós, moradores, que há anos defendemos esse pequeno, mas tão importante espaço natural. O parque foi criado por decreto em 2009, mas, durante muitos anos, permaneceu praticamente apenas no papel, sem a efetiva consolidação e proteção da área”, afirma Joana Kalid, moradora de Jaguaribe e ambientalista.
Para ela, as medidas anunciadas podem contribuir significativamente para preservação do local, da biodiversidade e dos serviços ambientais que o ecossistema presta à cidade.
Glicério Brito é presidente da Associação dos Condomínios Residenciais, Comerciantes, Proprietários de Residências Unifamiliares, Estabelecimentos Comerciais e Empresários de Jaguaribe (AME Jaguaribe) há mais de um ano. Ele acredita que cuidar do rio não é apenas uma questão ambiental, mas de qualidade de vida, segurança, paisagem urbana e responsabilidade com as futuras gerações.
“O parque pode ajudar a criar uma cultura permanente de preservação e mostrar que desenvolvimento urbano e conservação ambiental precisam caminhar juntos. O projeto que apresentamos à Prefeitura propõe recuperação da vegetação nativa, proteção do manguezal e das margens do rio, educação ambiental, pesquisas científicas, trilhas e percursos de baixo impacto, quando ambientalmente admissíveis, assim como espaços de contemplação, sinalização, acessibilidade, segurança e participação da comunidade”, destaca.
Glicério lembra que o cuidado com o Rio Passa Vaca e com o manguezal é anterior à própria criação da AME Jaguaribe.
“Em 2012, por exemplo, os moradores da Rua Professor Raul Chaves já realizavam mutirões de limpeza e ações voluntárias de preservação, demonstrando que essa preocupação nasceu da própria comunidade. Com a criação da AME, em 2024, passamos a formalizar institucionalmente as reivindicações relacionadas à recuperação e à preservação do rio e do manguezal. O Passa Vaca não é um patrimônio apenas de Jaguaribe, mas de Salvador, do Brasil e do mundo.”
Benefícios – A Fundação Vovó do Mangue, instituição criada em 1997 por estudantes de Maragogipe e que atua com ações de educação ambiental, preservação e recuperação dos mangues, será parceira da Prefeitura na implantação do Centro de Referência do Manguezal de Salvador (CRMS).
Carlinhos de Tote, coordenador de Educação Ambiental da instituição, explica que os benefícios proporcionados pelo bioma vão desde a proteção da costa marítima até a captação do carbono de maneira mais efetiva.
“É importante preservar uma área de manguezal, em uma zona metropolitana dessa, por várias razões. Primeiro, o manguezal é uma proteção de linha de costa e funciona como um filtro do que vem de ações antrópicas do continente para o litoral e também do que vem do litoral para o continente. O segundo aspecto é que o manguezal funciona como uma maternidade, um berçário do mar. Mais de 60% das espécies do alto-mar vêm para essas áreas estuarinas, ou seja, onde a água doce se mistura com a salgada”, conta.
Ele ressalta ainda a rica fauna que o manguezal é capaz de abrigar caranguejos, siris, aratus, sururus e ostras. “O outro ponto é que podemos referendar também o manguezal como um albergue de aves migratórias e nativas, como a garça-parda, a garça-branca, o socó, o guará, martim-pescador, maçarico, andorinha. As migratórias passam desde a Flórida, nos Estados Unidos, até a Patagônia. Durante a noite, essas aves se hospedam no manguezal, então é um abrigo de aves migratórias”, acrescenta Tote.
Um dos benefícios mais importantes do bioma, no entanto, é a eficiência no armazenamento e sequestro de carbono por unidade de área. Como o solo permanece frequentemente alagado e com pouco oxigênio, a decomposição da matéria orgânica é mais lenta. Assim, o carbono pode permanecer armazenado no sedimento durante centenas ou até milhares de anos.
“O manguezal absorve e transforma o carbono em oxigênio, deixa a atmosfera mais leve, então é um estabilizador do clima. Se estamos pensando na temperatura e no clima mundial, o manguezal favorece e capta muito mais carbono que algumas florestas. É uma lama que é vida e é responsável por amenizar a questão do clima. Então vamos louvar todos que preservam esse ecossistema e parabenizar a Prefeitura de Salvador por ter criado esse Parque Municipal do Manguezal do Passa Vaca. A criação de um primeiro Centro de Referência do Manguezal nesse parque será de extrema importância e valia para que faça jus aos últimos resquícios de manguezal dessa área metropolitana da primeira capital do Brasil. É um valor imensurável”, conclui o coordenador ambiental da Fundação Vovó do Mangue.
O Parque Municipal do Manguezal do Passa Vaca foi criado formalmente por decreto municipal em 2009, mas a desapropriação da área ainda estava pendente. A Prefeitura investiu R$ 31 milhões para garantir a proteção da área, que possui aproximadamente 19 mil metros quadrados.
“Delimitar e proteger esse território é fundamental para preservar a biodiversidade, fortalecer a resiliência climática e garantir a manutenção dos serviços ambientais prestados pelo manguezal. É um patrimônio natural que precisa ser protegido hoje para continuar beneficiando Salvador e as futuras gerações”, afirma Ivan Euler, secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis).
O Rio Passa Vaca nasce na região de São Rafael, nas imediações de um condomínio residencial, cruza a Avenida Paralela, passa por Patamares e lá deságua no mesmo estuário que o Rio Jaguaribe, próximo à orla.