
Texto: Ascom Secis
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), realizou o primeiro transplantio de mudas produzidas no Viveiro de Coqueiros do Jardim de Alah. O processo marca uma nova etapa do projeto de renovação dos coqueirais da cidade.
Ao todo, 30 mudas, cultivadas e aclimatadas no viveiro, serão transferidas para áreas definitivas da orla, onde passarão a integrar a paisagem urbana.
O transplantio representa um marco para o primeiro viveiro de coqueiros de Salvador, criado para garantir a produção de mudas adaptadas às condições climáticas da capital baiana, caracterizadas por elevada salinidade, ventos intensos e forte influência da maresia. Assim, a ideia é reduzir as perdas normalmente registradas com exemplares provenientes de outras regiões.
Segundo o titular da Secis, Ivan Euler, o momento simboliza o êxito de uma estratégia pensada para assegurar a renovação contínua dos coqueirais da cidade: “Este primeiro transplantio comprova que o investimento da Prefeitura na criação do Viveiro de Coqueiros está dando resultado. Nossa proposta sempre foi produzir mudas adaptadas às condições de Salvador para fortalecer a arborização da orla e garantir a reposição dos coqueiros que naturalmente se perdem ao longo dos anos”, afirma o secretário.
Localizado no Jardim de Alah, o viveiro ocupa uma área de 3,2 mil m² e foi planejado para receber mais de 2 mil mudas, respeitando o espaçamento necessário para o desenvolvimento das plantas. O espaço conta com sistema automatizado de irrigação por aspersão e cercamento com proteção antivandalismo.
A expectativa da Secis é de que as mudas produzidas no viveiro sejam utilizadas gradualmente na recuperação de coqueirais em diferentes regiões da cidade, como Jardim de Alah, Morro do Cristo, Barra, Rio Vermelho, Cidade Baixa, Subúrbio Ferroviário, Pituaçu, Stella Maris e Pituba, entre outras áreas que demandem reposição da vegetação.
O Viveiro de Coqueiros é o segundo viveiro municipal de plantas mantido pela Prefeitura e o primeiro dedicado exclusivamente à produção de coqueiros. O outro espaço, localizado na Praia do Flamengo, é voltado à conservação de espécies nativas da restinga, contribuindo para a preservação dos ecossistemas litorâneos do município. A Prefeitura está também em processo de implantação de mais um viveiro de restinga, na região do Centro de Convenções de Salvador, na Boca do Rio.

Texto: Ascom Secis
A Prefeitura de Salvador retomou o serviço do Castramóvel com uma novidade: o programa passa a contar com três unidades móveis de castração gratuita de cães e gatos, ampliando a capacidade de atendimento e o alcance da iniciativa em diferentes regiões da cidade. Antes operando com duas unidades, o serviço passa a disponibilizar três equipamentos, reforçando a política municipal de bem-estar animal, controle populacional e saúde pública.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), a ação beneficiará tutores de animais residentes em Salvador. Nesta nova etapa, o atendimento será realizado em três pontos estratégicos da cidade: na Guarda Civil Municipal, na Avenida San Martin, no bairro Fazenda Grande do Retiro; na Unidade de Saúde da Família (USF) Antônio Lazzarotto, no Lobato; e na USF de Cajazeiras X.
“O fortalecimento do Castramóvel demonstra o compromisso da Prefeitura com a proteção e o bem-estar animal. Com três unidades em operação, conseguimos ampliar significativamente o acesso da população ao serviço gratuito de castração, alcançando mais bairros e contribuindo para o controle populacional responsável de cães e gatos, além da promoção da saúde pública”, destaca o secretário da Secis, Ivan Euler.
Em 2025, as unidades móveis realizaram cerca de 17 mil castrações, consolidando o programa como uma das principais ações municipais voltadas à causa animal.
A diretora de Proteção Animal (Dipa), Amanda Elem, ressalta que a ampliação representa um avanço importante para o serviço: “Além de ampliar a cobertura territorial, a terceira unidade permite reduzir o tempo de espera e oferecer mais oportunidades para que os tutores tenham acesso ao procedimento de forma gratuita. É uma medida que beneficia diretamente os animais, as famílias e toda a cidade”.
Funcionamento – O atendimento ocorrerá de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h. Às segundas, quartas e sextas-feiras, o atendimento será exclusivo para felinos, com distribuição de 40 fichas por ordem de chegada. Às terças e quintas-feiras, o atendimento será destinado exclusivamente a cães, com distribuição de 30 fichas por ordem de chegada.
Cada CPF poderá cadastrar até três animais para o procedimento por dia. Excepcionalmente, caso ainda existam vagas disponíveis após o encerramento da distribuição das fichas, esse limite poderá ser flexibilizado, desde que a medida não comprometa o atendimento dos demais tutores e seja compatível com a dinâmica do serviço.
Documentação e critérios para atendimento – Para realizar o cadastro, o tutor deverá apresentar:
Documento de identidade (RG); CPF; Cartão do SUS vinculado ao município de Salvador; Comprovante de residência.
Também será necessário apresentar o cartão de vacinação antirrábica do animal, com a vacina válida e aplicada há, no mínimo, 15 dias, além de informar os dados do pet, como nome, espécie, raça, pelagem, sexo e idade.
Podem ser castrados animais com idade entre seis meses e cinco anos e 11 meses. No dia do procedimento, o animal deverá permanecer em jejum absoluto de 12 horas, sem alimentos sólidos, água ou qualquer outro líquido. A realização da cirurgia está condicionada à avaliação clínica do médico-veterinário, que verificará se o animal está apto para o procedimento.
O comparecimento com toda a documentação e o cumprimento das orientações não garantem a realização da castração, que poderá ser cancelada caso sejam constatadas condições clínicas incompatíveis ou o descumprimento dos requisitos estabelecidos.

Texto: Fabiane Humildes / Secom PMS
Mais de 1,6 mil camisas utilizadas por servidores municipais durante o Carnaval de Salvador 2026 ganharam um novo destino após a folia. As peças foram transformadas em cobertores artesanais, ecobags e mochilas escolares por meio de uma oficina de reaproveitamento de resíduos têxteis. Os itens produzidos foram entregues a mais de 100 famílias atendidas pela Associação Sons do Bem, no bairro da Cidade Nova.
A iniciativa é realizada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), em parceria com a Associação Cultural, Socioambiental e Educacional (Refoliar). Além das camisas utilizadas pelos profissionais municipais, abadás entregues por foliões também foram reaproveitados. As peças foram transformadas por meio de uma oficina criativa de upcycling, técnica que consiste em reaproveitar materiais que seriam descartados para a produção de novos itens.
Segundo o subsecretário da Secis, Walter Pinto, a iniciativa alia a redução do descarte de resíduos têxteis ao impacto social. “Essa é uma pauta que fortalece a economia circular, mas também fortalece a assistência às pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Além de ensinar uma nova forma de trabalhar e gerar renda, há impacto ambiental, pois evitamos o descarte convencional dos resíduos têxteis e os reintroduzimos na cadeia produtiva”, afirmou.
As doações foram destinadas à Associação Sons do Bem, que atua em parceria com a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre). A gestora da instituição, Carlinda Lima, destacou a importância dos itens para as famílias atendidas.
Ela também elogiou o resultado do reaproveitamento dos tecidos. “São várias estampas e cores diferentes. Quando tudo é unido, o resultado fica maravilhoso. Ficou muito bonito”, disse. “São famílias numerosas e, muitas vezes, não têm sequer um lençol para todos. Quando recebem um cobertor ou um lençol, podem substituir o que já está desgastado ou até mesmo ter um item que antes não possuíam. É uma ajuda muito importante”, pontuou.
O secretário da Sempre, Júnior Magalhães, ressaltou que a ação amplia o alcance social do trabalho desenvolvido durante o Carnaval. “A iniciativa vai além da conscientização ambiental. A ação mobiliza os servidores da pasta e reforça o compromisso com a sustentabilidade, ampliando o impacto social do trabalho desenvolvido pela Secretaria. Além de atuarem no acolhimento e cuidado das pessoas em situação de vulnerabilidade durante o Carnaval, os profissionais contribuem para que esse cuidado se estenda ao longo de todo o ano, promovendo mais dignidade, conforto e qualidade de vida para quem mais precisa”, destacou.
Capacitação – A iniciativa também beneficiou 25 mulheres atendidas pela Instituição Pérolas de Cristo, que vivem em situação de vulnerabilidade social. Além de participarem da produção das peças, elas receberam capacitação profissional, ampliando as possibilidades de geração de renda.
A oficina de upcycling teve carga horária de 72 horas e ofereceu certificação profissionalizante. As atividades foram realizadas na Instituição Pérolas de Cristo, que atua há 30 anos no acolhimento e na reintegração social de mulheres.
A diretora da Refoliar, Vanda Souza, destacou o processo de aprendizado das participantes durante a formação. “Muitas delas nunca tinham sequer pegado em uma tesoura. Foi um processo de transformação na vida dessas mulheres”, afirmou.
Segundo Vanda, esta foi a primeira parceria com a Secis para transformar materiais arrecadados em Salvador em cobertores. “Esperamos que essa iniciativa sensibilize outras instituições para que mais projetos como esse aconteçam”, completou.

Texto: Eduardo Santos / Secom PMS
Reconhecido por implantar um modelo de coleta seletiva porta a porta, mediante agendamento on-line, o projeto RODA registrou o recolhimento de 84,7 toneladas de resíduos recicláveis durante 6.449 coletas realizadas em 243 estabelecimentos cadastrados no primeiro ano de operação. Desenvolvido em parceria entre a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis) e da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), e a startup Solos, o projeto busca facilitar a participação da população na coleta seletiva.
Para otimizar o serviço, a startup utiliza um veículo elétrico de emissão zero. Após a coleta, os resíduos recicláveis são encaminhados para a Cooperativa de Reciclagem União (CRUN), contribuindo para a geração de renda dos trabalhadores do setor e fortalecendo a cadeia da reciclagem na capital baiana.
“O RODA demonstra como a união entre poder público, iniciativa privada e organizações comprometidas com a sustentabilidade pode gerar resultados concretos para a cidade. O programa mostra que é possível aliar preservação do patrimônio, cuidado com o espaço urbano e inovação ambiental. O RODA reforça que Salvador está no caminho certo ao investir em soluções inovadoras para enfrentar os desafios ambientais e construir uma cidade mais resiliente e sustentável”, afirma o secretário da Secis, Ivan Euller.
Considerado uma espécie de delivery da reciclagem, o RODA é um dos primeiros projetos do país a receber recursos da Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR), com um aporte de R$ 1 milhão do Banco do Nordeste para ampliar a atuação da iniciativa em Salvador.
Reconhecimento internacional – Em novembro, o projeto será uma das atrações do Pavilhão Brasil na COP30, durante o painel Gestão de Resíduos Sólidos como Estratégia Climática: experiências locais e cooperação internacional, promovido pelas Nações Unidas. A iniciativa será apresentada como exemplo de inovação em sustentabilidade urbana a partir de parcerias entre os setores público e privado.
“O reconhecimento na COP30 e o aporte conquistado por meio da Lei de Incentivo à Reciclagem mostram que o RODA tem potencial para ampliar seu impacto e inspirar novas soluções para outras cidades brasileiras. Neste primeiro ano, conseguimos gerar aprendizados a partir da escuta ativa da população e da cooperativa e agora temos a oportunidade de ampliar nossa atuação com foco em soluções estruturantes e perenes”, destaca Saville Alves, fundadora da Solos.

Texto: Nilson Marinho / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador ampliou o Programa de Óleos e Gorduras Residuais (OGR) para incluir instituições que atendem pessoas com deficiência como pontos de coleta de óleo de cozinha usado. A nova etapa da iniciativa foi anunciada nesta terça-feira (28), no Centro Especializado em Reabilitação (CER II) de Cajazeiras, primeira instituição contemplada pelo projeto-piloto. Além de contribuir para a destinação ambientalmente adequada do resíduo, a coleta vai gerar recursos para fortalecer as atividades oferecidas aos usuários da unidade.
O evento reuniu o secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euller; a diretora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), Daiane Pina; além de representantes da APAE, de cooperativas de reciclagem e da comunidade.
O Programa de Óleos e Gorduras Residuais é desenvolvido pela Secis desde junho deste ano, dentro das ações do movimento Salvador Meio Ambiente, com a proposta de coletar e dar destinação adequada ao óleo de cozinha usado. O material é encaminhado por cooperativas credenciadas à unidade da Petrobras Biocombustível, em Candeias, onde é transformado em biodiesel, combustível renovável que contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A partir de agora, organizações da sociedade civil passam a integrar a iniciativa como pontos de recebimento do material, ampliando o alcance da política pública e gerando benefícios ambientais e sociais para a comunidade.
O CER II de Cajazeiras, administrado pela APAE por meio de convênio com a Prefeitura, é a primeira instituição contemplada nessa nova etapa do projeto-piloto, que inicialmente será implantado em três organizações sociais. A expectativa é que, após a avaliação dos resultados, a iniciativa seja expandida para outras instituições do município.
Durante o evento, o secretário Ivan Euller lembrou que a parceria fortalece uma política pública já existente e cria uma nova rede de conscientização ambiental envolvendo organizações sociais. De acordo com ele, a cada litro de óleo arrecadado, o CER II receberá R$ 2, recurso que será utilizado para fortalecer as atividades desenvolvidas junto às famílias atendidas pela unidade.
“Muitas pessoas até separam o óleo em uma garrafa, mas não sabem o que fazer depois e acabam jogando tudo no lixo. Outras pessoas nem fazem isso e descartam diretamente na pia. Agora existe um ponto de coleta aqui em Cajazeiras, onde a população pode entregar o óleo usado. Essa é a proposta da Prefeitura: transformar essas organizações em pontos de recebimento de óleo, gerando benefícios tanto financeiros quanto ambientais”, disse.
Além da remuneração direta, todo o volume coletado será registrado no programa Recicla Capital, permitindo que a instituição acumule pontos que poderão ser convertidos em benefícios, como descontos na conta de energia elétrica e outros incentivos disponibilizados pelo município.
Para a diretora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Sempre, Daiane Pina, a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em garantir que as famílias atípicas participem das políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura.
“Estamos sempre buscando inserir as famílias atípicas em todas as ações realizadas pela Prefeitura. A pauta da sustentabilidade é muito forte em Salvador, e enxergamos neste espaço uma oportunidade de conscientizar essas famílias sobre a importância da preservação ambiental, ao mesmo tempo em que fortalecemos a instituição com uma nova fonte de recursos que será revertida em benefícios para os usuários”, afirmou.
Segundo Daiane, os recursos arrecadados não serão destinados diretamente às famílias, mas investidos em oficinas, cursos profissionalizantes, atividades educativas e outras ações promovidas pela unidade.
A coordenadora da APAE no CER II de Cajazeiras, Irlane Leite, disse que o projeto também terá um importante papel educativo. “Eu mesma guardava o óleo de cozinha em uma garrafa e depois descartava no lixo, sem saber que existia uma forma ambientalmente correta de fazer isso. Agora vamos trabalhar essa conscientização com as famílias, mostrando que elas podem contribuir para preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, fortalecer a instituição”, afirmou.
Educação ambiental – Além da coleta do óleo, a parceria prevê novas ações de educação ambiental. A proposta inclui atividades com crianças e familiares, distribuição de materiais educativos, implantação de uma horta suspensa e visitas ao Parque das Dunas quando a instituição alcançar a meta inicial de 25 litros de óleo arrecadados.
Atualmente, o programa da Secis já atua junto a grandes geradores, como bares, restaurantes e baianas de acarajé. Em parceria com a Associação das Baianas de Acarajé e Mingau (Abam), por exemplo, cerca de 100 profissionais já fazem a destinação adequada do óleo utilizado na fritura. De acordo com o titular da Secis, a expectativa é que a entrada das organizações da sociedade civil fortaleça ainda mais essa rede de coleta e conscientização.
“Muitas pessoas ainda descartam o óleo na pia ou no lixo por não conhecerem outra alternativa. Ao transformar essas instituições em pontos de coleta, aproximamos esse serviço da população e mostramos que um resíduo que antes poluía rios, redes de drenagem e o sistema de esgotamento sanitário pode ser convertido em benefícios para a própria comunidade. Esse é apenas o primeiro passo. Nossa intenção é ampliar a iniciativa para outras organizações e fazer com que ela alcance cada vez mais bairros de Salvador”, concluiu.

Texto: Ascom Secis
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), realizou, nesta segunda-feira (27), o evento “Raízes que Inspiram: Beleza, Resistência e Ancestralidade”. A iniciativa, realizada em parceria com o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI), integrou a programação do Mulheres Negras em Movimento 2026, que este ano traz o tema “Do Corre à Plenitude”.
A ação marcou as celebrações pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, e reuniu atividades voltadas à promoção da equidade racial, ao enfrentamento ao racismo institucional e à valorização da identidade, da cultura e das trajetórias das mulheres negras.
A programação contou com produção de turbantes e acessórios afro, palestras sobre letramento racial, ancestralidade e resistência, apresentação do Programa de Combate ao Racismo Institucional e um desfile protagonizado por servidoras da Secis. A proposta foi criar um espaço de reflexão e reconhecimento, além de fortalecer o debate sobre políticas públicas voltadas à equidade racial.
Entre as convidadas estiveram a diretora de Igualdade da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Oilda Rejane; a pedagoga, pesquisadora e especialista em Educação e Relações Étnico-Raciais Antônia Maria Almeida Alves; e a gestora socioassistencial Eliene Pedreira. As participantes integraram um painel sobre o papel das mulheres negras na transformação da sociedade e na construção de instituições mais equânimes.
Uma das palestrantes, Antônia Maria destacou a importância do letramento racial como instrumento para a compreensão e o enfrentamento das desigualdades. “O letramento racial é uma ferramenta de transformação. Quando compreendemos que o racismo estrutura oportunidades e desigualdades, entendemos que essa não é uma pauta apenas das pessoas negras, mas de toda a sociedade. É por meio da educação, do reconhecimento da nossa história e da valorização da identidade negra que construímos uma sociedade mais justa e verdadeiramente inclusiva”, afirmou.
Representatividade – O desfile encerrou a programação celebrando a beleza negra como expressão de identidade, ancestralidade e resistência. As participantes, servidoras de diferentes áreas da Secis, compartilharam histórias de superação, dedicação ao serviço público e fortalecimento da autoestima.
A produção foi assinada pela empreendedora e estilista Marcela Santos, do Ateliê Deusa Chic, e pela trancista e educadora Laurita Cristina Santos de Sousa, valorizando a estética afrocentrada como ferramenta de afirmação cultural.
A iniciativa também reforçou a importância da criação de espaços de diálogo e representatividade no enfrentamento ao racismo institucional e no reconhecimento das contribuições da população negra para a construção da cidade.
O subsecretário da Secis, Walter Pinto Junior, destacou a adesão do público à programação e a importância de ampliar o debate sobre o tema. “É uma grande satisfação ver este auditório cheio. Tivemos uma procura que superou as expectativas, com pessoas buscando se inscrever mesmo após o encerramento das vagas. Isso demonstra que esta pauta mobiliza, sensibiliza e, acima de tudo, é necessária”, afirmou.

Reportagem: Mateus Soares / Secom PMS
A população de Salvador conta com 70 pontos de coleta para doar roupas, calçados e outros itens têxteis em bom estado de conservação por meio do programa Repense Reuse, desenvolvido pela organização Humana Brasil em parceria com a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis). A iniciativa busca reduzir o descarte de resíduos têxteis, incentivar a economia circular e apoiar projetos sociais.
Os contêineres estão distribuídos em diferentes regiões da cidade, principalmente em praças e espaços públicos de grande circulação. Há pontos em bairros como Barra, Graça, Ondina, Pituba, Itapuã, Stella Maris, Imbuí, Cabula e Cajazeiras, entre outros. São aceitos roupas, calçados, bolsas, mochilas, roupas de cama e acessórios em bom estado de conservação. Cortes industriais e fardamentos não são recebidos.
Segundo o titular da Secis, Ivan Euler, a iniciativa alia benefícios ambientais e sociais. “Esse programa Repense e Reuse, uma parceria da Humana Brasil com a Prefeitura de Salvador, é mais uma iniciativa de economia circular que também promove inclusão social e contribui para a redução de resíduos. O setor têxtil é o segundo que mais polui no mundo, atrás apenas da indústria do petróleo”, ressalta o secretário.
De acordo com Euler, a ampliação dos pontos de coleta facilita a participação popular e evita o descarte inadequado de peças que ainda podem ser reutilizadas. “Os pontos de coleta são muito importantes porque aproximam a ação da população, tornando o gesto de doar mais simples, acessível e permanente. Muitas pessoas têm roupas, calçados, bolsas e outros itens têxteis ou de couro e não sabem como doar ou o que fazer com eles”, acrescenta o secretário.
A executiva Cláudia Andrade, da Humana Brasil, pontua que os contêineres estão instalados em locais de fácil acesso. Para conferir o ponto de coleta mais próximo, basta acessar o site da iniciativa (repensereusebrasil.org.br/).
“Atualmente, o Repense Reuse tem 70 pontos de coleta em parceria com a Prefeitura de Salvador. O projeto trabalha reutilização e reciclagem de roupas, calçados e acessórios derivados do pós-consumo. Para descarte correto nos coletores, as roupas devem estar em bom estado, podendo ter somente pequenas avarias”, afirma Cláudia.
Após a doação, as peças passam por triagem no Centro de Armazenamento da Humana Brasil. Os itens em condições de uso são destinados às Lojas Humana localizadas em Salvador, onde são vendidos a preços populares. Já os materiais sem possibilidade de reutilização seguem para reciclagem e coprocessamento, reduzindo o envio de resíduos aos aterros sanitários.
A executiva reitera o pedido que a população doe roupas, calçados e acessórios limpos, secos e em condições de uso, para aumentar o aproveitamento das peças: “Antes de doar, vale fazer uma simples pergunta: ‘Eu entregaria esta peça para alguém que conheço?’. Se a resposta for sim, há grande potencial para contribuir com iniciativas que promovem inclusão e oportunidades para quem mais precisa”.
Balanço – De acordo com o secretário de Sustentabilidade, o programa tem ampliado seus resultados na capital baiana. Em 2025, foram coletadas 356 toneladas de resíduos têxteis. Apenas nos seis primeiros meses deste ano, o volume já chegou a 240 toneladas, e a expectativa é ultrapassar 400 toneladas até dezembro.
O secretário pontua que, além dos benefícios ambientais, o projeto fortalece uma rede de geração de emprego e apoio a projetos sociais. “É uma iniciativa que une responsabilidade ambiental e compromisso social, reduzindo resíduos, incentivando o consumo consciente e transformando aquilo que a pessoa não usa mais em uma nova oportunidade, dando uma segunda vida aos materiais e contribuindo para o financiamento de projetos sociais”, completa Euler.

Texto: Marco Pitangueira / Secom PMS
Jovens de 15 a 24 anos poderão transformar ideias de enfrentamento às mudanças climáticas em projetos desenvolvidos em Salvador por meio do Fundo de Ação Climática. A iniciativa da Bloomberg Philanthropies, implementada na capital baiana pela Prefeitura de Salvador, prevê apoio de até US$ 5 mil para os projetos selecionados e não exige experiência anterior dos participantes em ações climáticas.
Lançado em 2024, o programa selecionou 300 cidades em todo o mundo, entre elas Salvador. No município, a iniciativa é conduzida pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), que está envolvendo a juventude nas etapas de planejamento e elaboração da estratégia de execução.
Atualmente, está aberta uma consulta pública para ouvir os jovens interessados em participar da iniciativa. As contribuições podem ser enviadas até a próxima sexta-feira (31), por meio de formulário disponibilizado pela Secis.
O subsecretário da Secis, Walter Pinto, destacou a oportunidade de envolver a juventude no desenvolvimento de soluções para a cidade. “Esse projeto oportuniza a participação dos jovens de Salvador, através de suas comunidades, com proposições factíveis e, sobretudo, com investimento para colocá-las em prática. Essa é a Salvador que trabalha educação ambiental e climática para construir cenários mais otimistas de mitigação e adaptação aos eventos climáticos que chegarão”, afirmou.
A assessora responsável pelo projeto, Cíntia Martins, ressaltou que a participação dos jovens ocorre desde as etapas iniciais de planejamento. “Através de consulta pública, a juventude vem sendo envolvida desde as etapas iniciais de planejamento, contribuindo para o desenho do edital e da estratégia de execução. Essa abordagem fortalece a política pública e amplia as condições para que os projetos que serão apoiados efetivamente respondam aos desafios climáticos vivenciados pelos jovens”, explicou.
O programa tem como objetivo fortalecer o protagonismo da juventude na formulação, implementação e acompanhamento de políticas públicas relacionadas à ação climática na capital baiana. A iniciativa também busca ampliar a capacidade institucional do Município para desenvolver projetos em parceria com os jovens.
Projetos – As propostas selecionadas poderão receber até US$ 5 mil para transformar as ideias apresentadas em soluções práticas. Para o repasse dos recursos, os participantes deverão estar vinculados a uma organização, sendo que essa parceria poderá ser viabilizada durante o programa.
Todas as propostas deverão ser executadas no município de Salvador e contar com, no mínimo, dois jovens de 15 a 24 anos na liderança. Não há limite para o número de participantes de cada projeto.
Entre os critérios que serão considerados estão o grau de inovação da proposta, o impacto socioambiental, a viabilidade técnica, a capacidade de execução e a adequação do orçamento aos resultados esperados.
No caso dos participantes menores de 18 anos, deverão ser observadas as determinações da Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), garantindo condições adequadas de proteção, segurança e respeito aos direitos.
Próximas etapas – O lançamento do edital está previsto para o dia 10 de agosto de 2026, com divulgação nos canais oficiais da Secis e na página oficial do programa, que será lançada em breve. Após a publicação do edital e a abertura das inscrições, o processo contará com período para envio das propostas, análise de elegibilidade, avaliação técnica pela comissão avaliadora, divulgação dos projetos selecionados, formalização das parcerias e repasse dos recursos. Os projetos selecionados terão prazo de execução até abril de 2027.
Serviço
O quê: Consulta pública do Fundo de Ação Climática
Público: Jovens de 15 a 24 anos
Prazo: Até 31 de julho
Formulário: https://goo.su/hffLqu
Edital: Lançamento previsto para 10 de agosto de 2026
Apoio aos projetos selecionados: Até US$ 5 mil por projeto

Texto: Ascom Secis
A Prefeitura de Salvador deu início, nesta semana, ao Programa de Proteção e Desobstrução de Canteiros Arbóreos, com a execução dos primeiros serviços na Rua Portugal, no bairro do Comércio. A ação é realizada de forma integrada pela Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman) e Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
Anunciada pelo prefeito Bruno Reis durante o Ambientaliza Salvador, a iniciativa tem como objetivo recuperar áreas ao redor das árvores urbanas que, ao longo dos anos, foram impermeabilizadas de forma inadequada, comprometendo o desenvolvimento da vegetação e a saúde das espécies.
Os serviços incluem a remoção de cimentações irregulares junto aos troncos, ampliação das áreas permeáveis, implantação de pisos drenantes e proteção dos sistemas radiculares, garantindo melhores condições para o crescimento das árvores e contribuindo para a drenagem urbana, o conforto térmico e a qualificação dos espaços públicos.
De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, a iniciativa representa um avanço na política de arborização urbana da capital. “As árvores desempenham um papel fundamental na qualidade ambiental da cidade, mas precisam de condições adequadas para se desenvolver. Esse programa corrige intervenções que, ao longo do tempo, acabaram prejudicando a vegetação e reafirma o compromisso da Prefeitura com uma Salvador mais sustentável, resiliente e preparada para os desafios climáticos”, afirma o secretário.
A escolha da Rua Portugal para o início das intervenções leva em consideração a importância histórica e urbana da região, que concentra grande circulação de pedestres e um significativo conjunto arbóreo. A expectativa é de que o programa seja expandido gradativamente para outras áreas da cidade, conforme o planejamento integrado dos órgãos envolvidos.
“Os canteiros arbóreos desempenham um papel essencial na cidade. Além de favorecerem a infiltração da água da chuva e valorizarem a paisagem urbana, eles garantem melhores condições para o crescimento saudável das árvores, fundamentais para o equilíbrio ambiental e o bem-estar da população”, reforça o secretário municipal de Manutenção, Lázaro Jezler.

Reportagem: Marco Pitangueira e Ronald Guedes / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), realizou nesta quinta-feira (23) o plantio de 13 mudas de árvores na Avenida Jequitaia, na região do Trapiche Barnabé, no Comércio. A área foi alvo de vandalismo contra mudas em outros momentos, sempre com a reparação feita pela gestão municipal.
Foram plantadas sete mudas de sibipiruna e seis ipês amarelos. A primeira espécie varia entre 8 e 25 metros de altura, sendo caracterizada por ser grande e arredondada – o que gera sombras – e também pela grande presença de flores amarelas, sobretudo na primavera. A segunda espécie também tem uma forte capacidade de floração e atinge de 8 a 30 metros.
O titular da Secis, Ivan Euler, reitera a importância de combater o vandalismo contra as árvores plantadas na capital baiana. Segundo ele, já existem medidas para identificar os responsáveis pelos crimes ambientais.
“A árvore não está de enfeite na cidade. São diversos benefícios, como melhorar o clima, trazer a fauna e sombra. Infelizmente, o vandalismo afeta tudo isso. Já existem câmeras para identificar os cidadãos responsáveis pela vandalização e puni-los. É um crime ambiental, podendo causar pagamento de multa ou até prisão”, diz o secretário.
O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, reforça o papel da população no cuidado com as áreas verdes da cidade. “Com essas árvores, Salvador cresce na qualidade ambiental e diminuem as ilhas de calor. O cidadão precisa participar e cuidar da cidade também; isso é indispensável”, afirma o diretor.